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Serviços públicos Brevemente aeroespacial

Serviços públicos

Fácil como nunca.

Publicado por Douglas Cunha
há 3 anos

Em linhas gerais, serviço público é uma das atividades desenvolvidas ne função administrativa, prestado à coletividade, sob regime de Direito Público, de acordo com a legislação.

Essa é a chamada corrente formalista, que, segundo a doutrina dominante, impera no Brasil. Por essa corrente, então, é a lei que vai definir se um determinado serviço é público ou não.

Outra corrente doutrinaria são a material e a subjetiva. Seguindo a primeira, é serviço público a atividade que, de acordo com sua própria natureza, atende às necessidades do povo. A corrente subjetiva entende que todo serviço prestado pelo Estado seria um serviço público.

No nosso país, vige a corrente formalista. Isto quer dizer que, independente da atividade, será serviço público aquele que a lei assim estabelecer, vinculando tal prestação às regras do Direito Público.

A titularidade foi conferida ao Poder Público pela norma constitucional, que assim determina:

“Art. 175. Incumbe ao Poder Público, na forma da lei, diretamente ou sob regime de concessão ou permissão, sempre através de licitação, a prestação de serviço públicos.

Parágrafo único. A lei disporá sobre:

I – o regime das empresas concessionárias e permissionárias de serviços públicos, o caráter especial de seu contrato e de sua prorrogação, bem como as condições de caducidade, fiscalização e rescisão da concessão ou permissão;

II- os direitos dos usuários;

III- política tarifária;

IV- a obrigação de manter serviço adequado.

Complementando, repartindo as competências, a Carta Magna estabelece o que segue:

“Art. 21. Compete à União:

(...)

XII – explorar, diretamente ou mediante autorização, concessão ou permissão:

Os serviços de radiodifusão sonora, e de sons e imagens;

Os serviços e instalações de energia elétrica e o aproveitamento energético dos cursos de água, em articulação com os Estados onde se situam os potenciais hidroenergéticos;

A navegação aérea, aeroespacial e a infraestrutura aeroportuária;

Os serviços de transporte ferroviário e aquaviário entre portos brasileiros e fronteiras nacionais, ou que transponham os limites de Estado ou Território;

Os serviços de transporte rodoviário interestadual e internacional de passageiros;

Os portos marítimos, fluviais e lacustres;

(...)”

“Art. 25. Os Estados organizam-se e regem-se pelas Constituições e leis que adotarem, observados os princípios desta Constituição.

§ 1º - São reservadas aos Estados as competências que não lhes sejam vedadas por esta Constituição.

“art. 30. Compete aos Municípios:

(...)

V – organizar e prestar, diretamente ou sub regime de concessão ou permissão, os serviços públicos de interesse local, incluído o de transporte coletivo, que tem caráter essencial;

VI – manter, com a cooperação técnica e financeira da União e do Estado, programas de educação pré-escolar e de ensino fundamental;

VII - prestar, com a cooperação técnica e financeira da União e do Estado serviços de atendimento à saúde da população;

VIII – promover, no que couber, adequado ordenamento territorial, mediante planejamento e controle do uso, do parcelamento e da ocupação do solo urbano;

IX – promover a proteção do patrimônio histórico-cultural local, observada a legislação e a ação fiscalizadora federal e estadual.”

“art. 32. (...)

§ 1º - Ao Distrito Federal são atribuídas as competências legislativas reservadas aos Estados e Municípios.”

Classificação

Aqui também a doutrina não caminha unida. Várias são as classificações encontradas, mas buscaremos colacionar as mais importantes.

Quanto à Natureza

Aqui seguimos o julgado do STF (RE 89.876, relator Ministro Moreira Alves), que classifica a natureza do serviço público de seguinte modo:

  • Serviços públicos propriamente estatais: são aqueles em que há atuação Estatal baseada na soberania, que não podem ser delegados e são remunerados mediante taxa lei, em geral, cobrada de quem os usa efetivamente. Ex.: serviços judiciários.
  • Serviços públicos essenciais ao interesse público: São de interesse de todos remunerados mediante taxa por quem os usa ou deveria usar, neste último caso, se houver previsão legal: é dito uso efetivo ou potencial. Ex.: coleta domiciliar de lixo.
  • Serviços públicos não essenciais: como regra, podem ser delegados e remunerados por preço público (contrato). Ex.: telefonia, energia elétrica, gás;

Quanto aos Destinatários

É das poucas que encontra consenso na doutrina. Segundo esse critério, o serviço público pode ser:

  • Geral ou “uti universi”: não possui usuários determinados ou determináveis, sendo prestados à coletividade como um todo. Não se pode individualizar cada beneficiário, tampouco mensurar o quanto usou do serviço. São exemplos os seguintes: polícia, limpeza urbana, iluminação pública, calçamento, segurança nacional.
  • Individual ou “uti singuli”: têm usuários determinados e pode-se mensurar o quanto utilizado pelo destinatário. Assim, são ditos divisíveis, de utilização individual, facultativa, mensurável e remunerado através de taxas (fixadas em lei) ou de preço público (previsto em contrato). Como exemplo, citem-se os serviços de telefonia, gás, água, energia elétrica, postal e coleta domiciliar de lixo.
  • Cite-se, ainda, importante distinção entre ambos os tipos do ponto de vista tributário. Segundo o art. 145, II, CF/88, taxas poderão ser instituídas para remunerar a utilização, efetiva ou potencial, de serviços públicos específicos e divisíveis, prestados ao contribuinte ou postos a sua disposição. Esse é dito serviços “uti universi”.

Por outro lado, os impostos devem fazer face aos serviços “uti universi” (art. 16, CTN).

Outros Aspectos

Como dito, as classificações são inúmeras. Citemos, brevemente, mais algumas, de simples compreensão.

Quanto à entidade competente, podem ser: federais, estaduais, distritais ou municipais.

Quanto à obrigatoriedade, podem ser: compulsórios (como coleta de lixo) ou facultativos (como serviços postais).

Quanto à forma de execução, podem ser: de execução direita (pela própria Administração Pública e seus agentes) ou indireta (prestados por concessionário, permissionários).

Quanto à exclusividade, podem ser: exclusivos, ou próprios (serviço postal, correio aéreo nacional, telecomunicações, radiodifusão, energia elétrica), e não exclusivos, ou impróprios, (executados pelo Estado ou pelo particular, como educação, saúde, previdência e assistência social).

Quanto à essencialidade são: essenciais (que não podem faltar, pois são de necessidade pública, como segurança externa e serviços judiciários) e não essenciais (considerados, por lei ou por sua própria natureza, apenas de utilidade pública).

Regulamentação e Controle

A finalidade essencial da Administração Pública é o atendimento às necessidades coletivas. Como se viu, busca atingir esse objetivo através de seus próprios meios ou transferindo a ouros entes com personalidade jurídica própria.

Neste último caso, sempre caberá à Administração Pública o controle e a regulamentação dos serviços repassados, como vistas, sempre, ao atingimento da satisfação das necessidades públicas.

Ressalte-se que não existe hierarquia entre tais entes e a Administração Pública, mas sim vinculação, para fins de fiscalização e controle. Também não se confunde tutela com autotutela, posto que esta refere-se ao poder/dever que tem a Administração Pública de rever seus próprios atos, anulando-os ou revogando-os.

O que existe, repise-se, é a chamada tutela do Poder Público sobre a Administração Pública Indireta. Pode-se conceituar tutela com a fiscalização da Administração direta sobre a indireta, nos limites legais.

A lei nº 8.987/95, que dispõe sobre o regime de concessão e permissão da prestação de serviços públicos previsto no art. 175 da Constituição Federal, assim estabelece:

“Art. 3º As concessões e permissões sujeitar-se-ão à fiscalização pelo poder concedente responsável pela delegação, como a cooperação dos usuários.”

O repasse das atividades dá-se, em geral, através de contrato administrativo, onde estão presentes as chamadas cláusulas exorbitantes, que garantem à Administração Pública a manutenção de sua prevalência sobre o particular, podendo influir, unilateralmente, na execução do serviço, se o mesmo não estiver atendendo ao interesse público. Assim, pode, exemplificando, fiscalizar a execução, ou rescindir o contrato (art. 58, II e III, Lei nº 8.666/93).

Fica claro, então, que cabe à Administração Pública a regulamentação e o controle dos serviços públicos, sejam eles prestados por ele diretamente, sejam prestados por terceiros, com vista a cumprir os princípios que regem tal tema, em especial os da eficiência, continuidade, regularidade e segurança.

Mas não é só ela que cabe essa tarefa. Além desse controle administrativo, sujeitam-se também aos controles judicial (art. 5º, XXXV, CF/88) e legislativo, com o auxílio do Tribunal de Contas (art. 71 e 75, CF/88).

O controle legislativo pode dar-se, entre outras formas, através de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), pedido de informação, convocação de autoridades e fiscalização contábil, financeira e orçamentária.

Por sua vez, perante o Judiciário, o controle é comumente feito através de Mandado de Segurança, Ação Popular, Ação Civil Pública, “Habeas Data” e Mandado de Injunção.

Concessão

Quando a Administração Pública deseja repassar a execução de determinado serviço público de sua competência para a iniciativa privada pode fazê-lo mediante autorização, permissão ou concessão (art. 21, XII, e art. 175, CF/88).

Segundo a previsão da Lei nº 8.987/95, em seu art. 2º, II, concessão de serviço público “é a transferência da prestação de serviço público, feita pela União, Estados, Distrito Federal e Municípios, mediante concorrência, a pessoa jurídica ou consórcio de empresas, que demonstre capacidade para o seu desempenho, por sua conta e risco e por prazo determinado”.

Concessão, então, é a delegação contratual da execução de serviço, originalmente de competência do Poder Público, através de licitação, na modalidade concorrência.

Há concessão também para execução de obra pública ou uso de bem público. Em qualquer caso, o particular vai explorar a atividade ou bem por sua conta e risco, nas condições e pelo prazo previstos na legislação e no contrato.

O contrasto é bilateral (acordo de vontades, interesses contraditórios e efetivos jurídicos para ambas as partes), com natureza jurídica administrativa, ou seja, sujeito ao regime jurídico de direito público, marcado especialmente pela presença da cláusulas exorbitantes e submissão ao interesse público.

Assim, os contratantes têm liberdade relativa ao estipular as cláusulas, podendo negociar prazo, remuneração etc., mas ficando adstritos também às regras legais de finalidade, forma, mutabilidade, procedimentos etc.

Ressalto, uma vez mais, que por essa via se transfere tão somente a execução do serviço, obra, ou uso de bem público; a titularidade permanece com o Poder Público. A isso se chama delegação. O caso de transferência de titularidade denomina-se outorga, e se opera somente mediante lei, como é o caso das autarquias, por exemplos.

Aliás, acrescente-se que autarquias e fundações também podem receber concessão de serviço público, que a doutrina denomina de concessão legal de serviços públicos.

Sobre a necessidade de autorização legislativa, veja o que determina a Lei nº 9074/1995, em seu art. 2º:

“É vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios executarem obras e serviços públicos por meio de concessão e permissão de serviço público, sem lei que lhes autorize e fixe os termos, dispensada a lei autorizativa nos casos de saneamento básico e limpeza urbana e nos já referidos na Constituição Federal, nas Constituições Estaduais e nas Leis Orgânicas do Distrito Federal e Municípios, observado, em qualquer caso, os termos da Lei nº 8.987/95.”

Resumindo, temos as principais características das concessões e concessionários:

  • É delegação de serviço público, obra ou uso de bem público, feita pelo poder concedente (União, Estados-membros, Distrito Federal ou Municípios) em cuja competência se encontra o serviço delegado;
  • Não transfere a titularidade, somente a execução o ou uso;
  • Efetivada através de contrato bilateral, precedido de licitação, na modalidade concorrência (art. 175, CF/88);
  • Contrato é de natureza administrativa, ou seja, sujeito às regras do direito público;
  • Cabe à União fixar normas gerais de contratação, em todas as modalidades (art. 22, XXVII, CF/88);
  • A execução do serviço pelo concessionário é por sua conta e risco, e é paga mediante tarifa, com natureza de preço público;
  • Concedente fixa normas de prestação do serviço ou uso do bem público, fiscaliza, impõe sanções e reajusta tarifas;
  • Concessionário tem direito à manutenção do equilíbrio econômico-financeiro da concessão;
  • Concessionário se sujeita às obrigações civis, comerciais, trabalhistas e tributárias;
  • A subcontratação é possível desde que prevista no edital e no contrato, e com prévia anuência da Administração Pública concedente, que não se obriga a tal, ainda que haja previsão no edital e no contrato (Lei nº 8.987/95, art. 26);
  • Poderá haver encampação, que é a retomada do serviço pela Administração Pública antes do prazo estabelecido, por interesse público, com a consequente indenização do concessionário. Trata-se de ato unilateral da Administração Pública;
  • Por inadimplemento contratual por parte do concessionário, poderá haver caducidade ou decadência, sem direito à indenização, exceto à parte não amortizada dos equipamentos que reverterão para o poder concedente; também é ato unilateral;
  • Reversão é a incorporação dos bens do concessionário pelo poder público, para prosseguimento na prestação do serviço, nos casos de extinção da concessão, com direito à indenização (Lei nº 8.987/95, art. 36);
  • A responsabilidade civil objetiva (art. 37, § 6º, CF/88), se aplica ao concessionário que causa prejuízos a terceiros, em decorrência da prestação de serviço público;
  • Em regra, é necessária lei autorizativa para a execução indireta de serviços mediante concessão.

Permissão

Já se disse quando a Administração Pública deseja repassar a execução de determinado serviço público de sua competência para a iniciativa privada pode fazê-lo mediante autorização, permissão ou concessão (art. 21, XII, e art. 175, CF/88).

Diz a Lei nº 8.987/95, em seu art. 2º, IV, que permissão de serviço público é “a delegação, a título precário, mediante licitação da prestação de serviços públicos, feita pelo poder concedente à pessoa física ou jurídica que demonstre capacidade para seu desempenho, para seu desempenho, por sua conta e risco”.

Há também a permissão de uso de bem público, feita por ato unilateral, precário.

No caso dos serviços públicos, exige-se o contrato, que será de adesão, revogável unilateralmente, precário, não se podendo mais falar em ato unilateral para esse tipo de caso, embora a doutrina não seja pacífica nesse sentido. Assim prevê o art. 40 da mesma lei:

“A permissão de serviço público será formalizada mediante contrato de adesão, que observará os termos desta lei, das demais normas pertinentes e do edital de licitação, inclusive quanto à precariedade e à revogabilidade unilateral do contrato pelo poder concedente”.

De adesão é aquele contrato “pronto”, onde não se discutem as cláusulas: ou se aceita como é proposto (se adere a ele), ou não se aceita. Exemplos típicos desses contratos são aqueles propostos pelo banco ao se abrir uma conta corrente, cheque especial, seguros etc.

Precário é o contrato que não dá garantias ao contratado (permissionário) de permanência do vínculo com a Administração Pública, ou seja, a qualquer momento e sem indenização a mesma poderá revogar esse contrato.

Esse é o entendimento majoritário da doutrina. Porém, alguns ainda ressaltam que em sendo a permissão condicional ou onerosa, ou seja, que impõe algum ônus ou permissionário, tal revogação deve garantir seus direitos, inclusive podendo haver indenização.

Embasa no artigo 175, parágrafo único, I, da CF/88:

“art. 175. Incumbe ao Poder Público, na forma da lei, diretamente ou sob regime de concessão ou permissão, sempre através de licitação, a prestação de serviços públicos.

Parágrafo único. A lei disporá sobre:

O regime das empresas concessionárias e permissionárias de serviços públicos, o caráter especial de seu contrato e de sua prorrogação, bem como as condições de caducidade, fiscalização e rescisão da concessão ou permissão”

Por fim, saliento ainda a necessidade de prévia licitação, não havendo previsão de obrigatoriedade da modalidade que deverá ser eleita, ao contrário das concessões, que exigem prévia concorrência.

Em resumo, temos as seguintes características das permissionárias:

  • É delegação de serviço público ou uso de bem público, feita pelo poder concedente (União, Estado-membros, Distrito Federal ou Municípios) em cuja competência se encontra o serviço delegado;
  • Não transfere a titularidade, somente a execução ou uso;
  • Feita através de contrato de adesão, precedido de licitação (art. 175, CF/88);
  • Tal contrato tem natureza de ato unilateral da Administração, sujeito às regras do direito público;
  • Cabe à União fixar normas gerais de contratação, em todas as modalidades (art. 22, XXVII, CF/88);
  • A execução do serviço pelo concessionário é por sua conta e risco, e paga mediante tarifa, com natureza de preço público;
  • Concedente fixa normas de prestação do serviço ou uso do bem público, fiscaliza, impõe sanções e reajusta tarifas;
  • A responsabilidade civil objetiva (art. 37, § 6, CF/88) se aplica ao permissionário que causa prejuízos a terceiros, em decorrência da prestação de serviço público;
  • Entre as principais diferenças com a concessão, destaco a necessidade de contrato bilateral para este, bem como licitação na modalidade concorrência e maiores garantias ao contratado;
  • Em regra, é necessária lei autorizativa para a execução indireta de serviços mediante permissão.

Autorização

A terceira forma pela qual a Administração Pública pode repassar a execução de determinado serviço público para a iniciativa privada é a autorização (art. 21, XI e XII, CF/88).

Ressalto que, neste caso, há maior interesse do particular, tratando-se de um ato administrativo precário e discricionário. Contudo, noutros casos, há o repasse, via termo de autorização, para o particular, que prestará o serviço público em caráter emergencial e transitório, sendo excepcional, pois não se exige licitação;

Existe o controle da Administração Pública em face do interesse coletivo de determinadas atividades, como taxistas, despachantes, vigias particulares, porte de arma, instalação de bancas de jornais na calçada etc. Também pode dar-se para prestação de serviço de transporte em caráter emergencial ou especial (art. 3º, Decreto nº 2.521/98),

É precária à medida que o autorizado não tem qualquer direito à continuação dessa situação, podendo a Administração revogar conforme critérios de mérito (conveniência e oportunidade); tampouco tem direito a receber a autorização pretendida, sendo este também ato discricionário.

A lei nº 8.987/95 não previu qualquer delegação de serviço público por autorização, havendo, como se disse, previsão n Constituição e em decretos, como o de nº 2.512/98.

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4 Comentários

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Adriana Leite
2 anos atrás

Muito obrigada pelo excelente texto! Abraços! continuar lendo

Tiago Souza
1 ano atrás

Nunca havia lido um texto tão claro e objetivo, dessa vez aprendi o assunto, muito obrigado! continuar lendo

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Jony Cristovam de Santana
1 ano atrás

Parabéns! O texto é perfeito para quem estuda para concursos públicos.
Que Deus te abençoe! continuar lendo

Marcos Sancier Soares Barbosa
2 meses atrás

Excelente texto , praticamente esgotando o assunto de maneira clara e objetiva. Gostaria de saber se o autor tem algum texto (ou indica texto ou livro) que trate sobre os serviços que são prestados pela Administração Pública em razão do exercício do poder de Polícia Administrativa, como por exemplo: os prestados pelas Capitanias dos Portos da Marinha do Brasil, a emissão de passaportes pela Polícia Federal, a emissão das CNH pelos Detran, entre outros. Estes serviços , normalmente , são tratados pela Legislação (especialmente decretos, originários do executivo) como Serviços Públicos, mas possuem importantes elementos distintivos que devem ser identificados e tratados com o brilhantismo do Professor Douglas Cunha. continuar lendo


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martes, 22 de julio de 2014

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©E l Instructor









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CONVERSIÓN DE ONZAS A GRAMOS Y DE GRANOS A GRAMOS

  LAS MEDIDAS VARÍAN DEPENDIENDO DE LA ÉPOCA Y DE CADA PAÍS
  CONVERSIÓN  
PESO ONZA 28,5O g ACTUAL  

PESO ONZA 28,35 g DE PRINCIPIOS SIGLO XX

CONVERSIÓN GRANOS A GRAMOS
Publicado por José Sánchez en 6:35 Enviar por correo electrónico Escribe un blog Compartir con Twitter Compartir con Facebook Compartir en Pinterest

lunes, 21 de julio de 2014

TIRO POLICIAL DE DEFENSA


FORMACIÓN TÉCNICAS  DE TIRO POLICIAL DEFENSIVO




Legislación
N i que decir tiene que si no conocemos la legislación de nada nos valdrá portar un arma.
Aunque el capítulo preliminar, art.º 1. 4 del actual Reglamento de Armas, nos excluye de la aplicación de este Reglamento sería importante hacer un buen repaso en lo que nos afecta.


UTILIZACIÓN DE LAS ARMAS DE FUEGO .
(CRITERIOS DE UTILIZACIÓN DE ARMAS DE FUEGO):
El artículo 5.2.d) de la LOFCS establece que los miembros de las FCS únicamente deben utilizar el arma de fuego en dos situaciones: cuando exista un riesgo racionalmente grave para su vida, su integridad física o las de terceras personas (en legítima defensa), o en aquellas circunstancias que puedan suponer un grave riesgo para la seguridad ciudadana (en cumplimiento del deber) de conformidad con los   principios de:
CONGRUENCIA, OPORTUNIDAD Y PROPORCIONALIDAD.
a) En legítima defensa:
Una Instrucción de la Dirección de la Seguridad del Estado de abril de 1983 establece que los miembros de las Fuerzas y Cuerpos de Seguridad del Estado  pueden utilizar sus armas de fuego ante una   agresión ilegítima   que se lleve a cabo contra el Agente de la Autoridad o terceras personas, siempre que concurran las siguientes circunstancias:
1.- Que la agresión sea de tal intensidad y violencia que ponga en peligro la vida o integridad física de la personas o personas atacadas.
2.- Que el Agente de la Autoridad considere necesario el uso del arma de fuego para impedir o repeler la agresión, en cuanto no puedan ser utilizados por otros medios.
3.- El uso del arma de fuego ha de ir precedido, si las circunstancias concurrentes lo permiten, de conminaciones dirigidas al agresor para que abandone su actitud, y de la advertencia de que se halla ante un Agente de la Autoridad, cuando este carácter fuere desconocido por el atacante.
4.- Si el agresor continúa incrementando su actitud atacante, a pesar de las conminaciones, se deben efectuar, por este orden, disparos al aire o al suelo para que deponga su actitud.
5.- En última instancia, ante el fracaso de los medios anteriores, o bien, por la rapidez, violencia y riesgo que entrañe la agresión no haya sido posible su empleo, se debe disparar sobre partes no vitales del cuerpo del agresor, atendiendo siempre al principio de que el uso del arma cause la menor lesividad posible .
b) En cumplimiento del deber:
La misma instrucción, en relación con los casos de grave riesgo para la seguridad ciudadana, siempre de conformidad con los principios de congruencia,   oportunidad y proporcionalidad, establece que   SOLO EN CASOS DE “DELITO GRAVE”   los miembros de las FCS   (E), ante la   fuga   de un presunto delincuente que huye, deben utilizar su arma de fuego en la forma siguiente:
1.- Disparando únicamente al aire o al suelo, con objeto exclusivamente intimidatorio -previas las conminaciones y advertencias de que se entregue a la policía- para lograr la detención, teniendo en cuenta previamente la certeza de que con tales disparos, por el lugar en que se realicen, no pueden lesionarse a otras personas y siempre que se entienda que la detención no puede lograrse por otros modos.

2.- Disparando, en última instancia, a partes no vitales del cuerpo del presunto delincuente, siempre que concurran todas y cada una de las circunstancias anteriores, cuando le consta al Agente de la Autoridad, además de aquellas la extrema peligrosidad del que huye, por hallarse provisto de un arma de fuego, explosivos o arma blanca susceptibles de causar grave daño, siempre teniendo en cuenta el lema ya citado de la menor lesividad posible y el que es preferible no detener a un delincuente que lesionar a un inocente.
Si se duda de la gravedad del delito, o no es clara la identidad del delincuente, no se debe disparar.
En lo que respecta a los controles policiales, sólo se debe disparar cuando la fuerza pública sea atacada, se la atropelle o manifiestamente se la intente alcanzar.
La instrucción de referencia se completa con la Circular 12/1987 de 3 de abril de la Subdirección General Operativa de la Dirección General de la Policía, sobre utilización de armas de fuego por funcionarios policiales, donde se cita una sentencia del TS de 18 de enero de 1982, que dice:
Solamente en aquellos casos en que las circunstancias que concurran en las situaciones con que se enfrenten hagan racionalmente presumir una situación de peligro o riesgo real para ellos o terceras personas, únicamente superable mediante esta utilización, y lo hagan en la forma adecuada para evitar consecuencias irreparables que no vengan justificadas por la gravedad del contexto en que se encuentren”, añadiendo asimismo que:
la simple y pura huida de una persona, desatendiendo las órdenes de -alto policía- no autoriza sin más a ésta para utilizar sus armas de fuego...”
Deja bien claro esta Circular, que no está justificada e incluso puede ser ilegal, la utilización del arma de fuego reglamentaria, con disparos intimidatorios en la persecución, tanto de presuntos delincuentes sorprendidos “in fraganti”, como en la de simples sospechosos que emprenden la huida a pie o en vehículo al apercibirse de la presencia policial, al serle requerida su documentación o en otros supuestos similares.
No olvidemos que la LOFCS establece que deberemos actuar con la decisión necesaria, y sin demora cuando de ello dependa evitar un daño grave, inmediato e irreparable.
Por ello el Policía debe en décimas de segundo:

EVALUAR, DECIDIR y ACTUAR.-

SEGURIDAD.
Todos aquellos que porten armas tienen responsabilidades debido a su potencial mortal, por eso deberemos pensar en la norma más importante que es la seguridad.
Las armas se deben tratar como si estuviesen siempre cargadas.
Todo portador de armas es responsable de su seguridad.
Deberá estar alerta por las acciones de otros portadores de armas menos expertos o inseguros.
Se corregirán las situaciones de inseguridad para que no vuelvan a ocurrir.
Deberán demostrar que están familiarizados con las armas que utilizan.
No portara armas bajo los efectos de alcohol o drogas.
Nunca apuntar a algo que no se desee disparar.
Apuntar en dirección segura.
Asegurar la zona detrás a la que va a disparar.
No exhibir un arma sin estar descargada.
No permitir su manipulación por alguien sin conocimientos.
Ponga el dedo en el disparador solo cuando intente hacer fuego.
Piense siempre antes de disparar.
Procure tener cuidado con los rebotes.


Tiro Policial de Defensa
A mayor calibre, mayor será el poder de parada. Esto suena lógico, pero tiene sus límites, hay que olvidarse de la idea equivocada de que con determinados calibres se puede tumbar a una persona de un solo disparo o proyectarla varios metros hacia atrás. Esto únicamente pasa en las películas.

La velocidad del proyectil es muy importante, los proyectiles que tienen mayor poder de parada son aquellos que tienen la punta deformable. Los proyectiles militares, no son adecuados para la defensa personal, ya que debido a su escaso poder de parada y alta capacidad de penetración, aumentan las posibilidades de herir a personas inocentes durante un tiroteo.
Para   contraatacar una acción armada se debe tener:
VELOCIDAD, PRECISIÓN, FIABILIDAD y SEGURIDAD
El miedo es una conducta normal, incluso cuando el peligro es sólo un potencial, si usted no tiene miedo, puede tener una conducta fuera de lo normal.
Un Instructor de Tiro, no puede modificar la conducta para no tener miedo, lo mejor es aprender a manejarlo.
Los entrenamientos Policiales deben ser realistas pero sobre todo que prevalezca la conducta humana y el valor.
Aquellos que yo entreno no pueden permitirse el lujo de cometer un error en una confrontación.
Las descargas involuntarias solo vienen a demostrar el grado de preparación de cada uno.
En el tiro defensivo, la meta no es dar muerte al agresor sino lograr que cese la agresión, esto es lo que se conoce como ´´parar`` a un atacante. Claro está que eventualmente puede sobrevenir la muerte del agresor, pero ese no es el objetivo lo importante es detener la agresión.
Durante el enfrentamiento violento el estado mental produce una serie de cambios fisiológicos que incluyen la segregación de adrenalina   (acelerante)   y endorfina   (anestésico). Esta mezcla de productos orgánicos eleva en una alta medida el nivel de tolerancia del cuerpo humano al dolor.
La constitución física del atacante cuanto más grande sea, mayor será su capacidad de absorber los impactos.
Puede incluso suceder que una persona que reciba varios impactos, no se dé cuenta que está herida, sobre todo si se han usado proyectiles encamisados de tipo militar.
Muchos delincuentes cometen sus fechorías bajo efecto de drogas que van desde el alcohol hasta la cocaína. Esto no los justifica, pero significa que su tolerancia al dolor aumenta todavía más.
En el tiro de supervivencia, debemos tener en cuenta los riesgos que corremos en un enfrentamiento armado que en muchos casos, no tienen vuelta atrás.
Los impactos en el centro de la masa son los más efectivos para detener al agresor.
El hombro es muy difícil de tocar y permite al adversario seguir disparando con la otra mano, si los proyectiles alcanzan los brazos o las piernas el impacto no bastará para detenerlo.
Las zonas no mortales, abarcan todos los impactos sobre el esqueleto salvo la cabeza.
Las zonas mortales son la cabeza y el pecho sobre todo la zona central, es mortal   a causa del corazón   (no se debe disparar).
Las zonas menos graves son el vientre, intestino, el hígado y riñones. Cualquier tiro en la carne sin tocar hueso no produce ningún efecto en los brazos y en las piernas.
Tampoco son mortales los alcances en los órganos genitales, aunque el dolor es intenso y el choque psíquico muy importante.
El disparo en un dedo, lo que conseguiremos es cabrear al adversario.
Las reacciones de dolor pueden ser diferentes según las personas y las circunstancias.
En la mayoría de los casos la persona alcanzada por un disparo grita inconscientemente, tanto de miedo y de dolor como por efecto de la sorpresa.

Sin embargo una persona entrenada, puede seguir batiéndose incluso herida.
El enfrentamiento a corta distancia de 0 a 10 metros, se debe de responder de inmediato ya que huir a tan corta distancia puede costar la vida. Hay que tener en cuenta el tiempo de reacción para desenfundar un arma. Se debe intentar distraer al adversario gritando o tirándose al suelo. Hay que disparar dos tiros, uno a continuación del otro, lo más rápidamente posible.
En las distancias mayores de 10 metros lo importante es echarse a cubierto sin dar la espalda al adversario. Es mejor no desenfundar el arma hasta que este a cubierto, porque podría molestar para correr, si la protección que buscamos es un coche se debe hacer en el bloque motor y no detrás de la puerta.
Para sobrevivir en un enfrentamiento armado hay que poner en práctica una serie de conocimientos que solo pueden ser ejercitados con un instructor de tiro.
EN LA LÍNEA DE FUEGO.
Ahora podemos saber qué es lo que sienten los policías realmente cuando son acuchillados o tiroteados: miedo, congelación, estrés, ralentización del tiempo y demás experiencias que están más que estudiadas y demostradas, desconocida por muchos de nosotros y sobre todo por los que nunca hemos tenido que enfrentarnos a un suceso real con armas de fuego.
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©E l Instructor
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UTILLAJE ARMERO


Utillaje armero — Egoibarra.com Publicado por José Sánchez en 11:51 Enviar por correo electrónico Escribe un blog Compartir con Twitter Compartir con Facebook Compartir en Pinterest

lunes, 14 de julio de 2014

LOS ENEMIGOS DE LA SALVAJINA ACUÁTICA

LOS ENEMIGOS DE LA SALVAJINA ACUÁTICA
S in duda alguna puede afirmarse que desde los tiempos primitivos, cuando el hombre vino al mundo ya llevaba en si los instintos de cazador.
Es evidente que los enemigos del entusiastaque las caza, y no sólo estos. Es la esposa friolera, que al acostarse en el lecho conyugal una noche de frío piensa con disgusto que el egoísta de su marido se va de madrugada a la marisma; comprende difícilmente el verse abandonada así por su esposo, que le traerá seguramente en lugar de caza, un buen resfriado que luego tendrá ella que cuidar. O la evidencia del cofrade cazador de secano, para quien la marisma es un lugar misterioso vedado por fuerzas ocultas que no se atreve afrontar.
La vida del patero era dura: frío, tempestades, lluvia menuda o torrencial, lodo, aire salino, mojaduras frecuentes, casi podría decirse que constituyen el privilegio del cazador patero. Con frecuencia, pasaba todo el invierno metido en el agua durante el día y la noche al raso, en la más absoluta soledad. Afrontando tales intemperies y peripecias, ¡el cazador de patos sufre! El cazador es hasta tal punto masoquista gozando con este sufrimiento que, desde su punto de vista, es algo que no le importa. Sin embargo, sus perros, armas y munición se someten a una serie de degradaciones contra las cuales el cazador debe luchar si quiere mantener su eficacia en la caza acuática.
La caza al salto o a la espera (sin embarcación) en estuarios es peligrosa, aunque no tenga mucho desnivel, el patero tiene que fijarse mucho en la crecida de la marea y en la posible bruma  (“la nieblina interpuesta”)  si no quiere quedarse atrapado en un islote de arena y tener que  “ salir nadando ”.  Pero el enemigo más peligroso para el avezado cazador de salvajina acuática, aparte del óxido es sin duda la marisma misma ( lagunas, junqueras, terrenos pantanosos ), ese cazadero que tanto le gusta y donde pasa los más gratos momentos.
La caza de acuáticas en temporada invernal es una de las modalidades más apasionantes de cuantas podemos practicar en nuestro país. Está llena de atractivos y de encantos. Es una especie de maleficio que una vez que nos posee ya no nos abandona nunca.
La marisma (“desordenadamente ordenada”) , nos deleita con la mayor variedad de fauna y se encuentran aves y mamíferos que ciertamente no tienen nada que ver con la salvajina acuática. Jabalíes, zorros, faisanes, torcazas, tórtolas, zorzales y estorninos entre otras, vienen a la marisma a buscar el agua y la frescura. La divina Arcea  ( “ la dama de los mil nombres ” ) , que no desdeña, entre el crepúsculo meterse a buscar su sustento en las espesuras con suelo fangoso, proporciona más de una agradable sorpresa al levantar bruscamente el vuelo.

“ Por eso para que un cazador se tercie, debe de sufrir el tenazón de la marisma ”





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DICCIONARIO DE ARMAS II

DICCIONARIO  DE ARMAS  II (con términos anglosajones,  de la K a la Z)


DICCIONARIO DE ARMAS (con términos anglosajones,  de la A a la J ) armamento cazaytiro.blogspot.com/2014/07/diccionario-de-armas.html K Kahr Arms:  Kahr Arms, es una empresa fabricante de armas innovadoras, fundada tras 15 años de trabajar en la industria de la siderurgia. Kahr incorpora toda la profesionalidad, experiencia técnica heredada en todas sus operaciones.  Las más avanzadas aplicaciones informáticas y unas precisas tecnologías de producción han sido implementadas para proveer la más refinada y compacta pistola. Los diseños únicos y refinados, de las pistolas Kahr tienen varios factores clave que son los que convierten a los que prueban una Kahr por primera vez en un comprador.
Completando a Kahr el equipo de investigación y desarrollo gozan de una gran experiencia como ingenieros de diseño y fabricación, aplicando años de experiencia técnica y practica, en el concepto del producto y su desarrollo.
La pistola Khar ya lleva una década de existencia, hija de Justin Moon. Diseñada para las ponentes municiones de pistola en dos calibres como son el 9mm, y .40, estas excelentes semiautomáticas pequeñas y delgadas cabrán bien en todas las manos.  http://www.kahr.com/
KALASHNIKOV :  Pocas veces una invención se vuelve tan clásica que recibe el nombre de su creador. En el campo de la guerra, ese mérito corresponde sin duda a Mijail Timofeievich Kalashnikov, inventor del rifle AK-47.
¿Cómo se siente un hombre cuando sabe que, a cada segundo que pasa, en cualquier rincón del mundo, varias personas pronuncian su nombre? Mijail Timofeievich Kalashnikov sabe que toda su vida converge en el fusil que inventó, el célebre "Kalashnikov", y que el nombre ruso más pronunciado en los cinco continentes no es el de Lenin, ni el de Stalin, ni el de Gorbachov, ni siquiera el del actual presidente ruso Vladimir Putin, sino el suyo. Guerrilleros, fundamentalistas islámicos, terroristas, asaltantes de grueso calibre y ejércitos regulares han hecho de su fusil una condición de su causa y, a menudo, de su propia existencia. "Inventé esa arma para defender las fronteras de mi propio país", dice con modestia Mijail Timofeievich Kalashnikov.
A sus ya casi 86 años, Kalashnikov tiene muchas cosas que contar, sobre todo una, la que lo hizo tan pobre como famoso, su eterno fusil. Por culpa de él lo pusieron preso el día que lo presentó, pero gracias a él se casó con la mujer que amaba y, aunque nunca recibió un centavo de nadie -apenas una huidiza pensión-, le debe la gloria de haber sido decisivo en el curso militar del mundo.
El inventor del fusil más famoso y más utilizado es un hombre de baja estatura, simpático, medio sordo, con un aire caricaturesco y vestido con un traje humilde en cuya solapa izquierda aún exhibe la condecoración más codiciada del difunto imperio soviético: la doble Estrella de oro, la Hoz y el Martillo de héroe del trabajo socialista. "En mi país me han dado todas las condecoraciones imaginables, pero la que prefiero es ésta." La Estrella de oro le reserva un lugar en la eternidad: la legislación soviética indicaba que todo homenajeado con esa condecoración tenía derecho a un busto de bronce. Su estatua existe, está en su pueblo natal, Kurya, no lejos de la frontera china. La historia de Mijail Timofeievich Kalashnikov es la historia de un éxito y de un montón de desgracias.
Perdió a casi toda su familia, sea en las guerras, en el exilio o en el GULAG. Su posición social está lejos de representar la influencia que ejerció. En Estados Unidos o en otro país de Occidente, Mijail sería rico y poderoso. Tendría todo lo que no tuvo y no tendrá. Pero es patriota y soviético hasta el alma, incluso no sacó mucho provecho de su invento.
Nunca se le había ocurrido escribir un libro para contar la historia del pequeño obrero soviético, famoso y pobre, que vivió bajo Stalin, Nikita Khrushev, Leonid Breznev, Gorbachov, Yeltsin y Putin. Recién ahora, gracias a Elena Joly, que las escribió en francés, puso su vida sobre el papel: "Mi vida en ráfagas", dice el título del libro publicado por la editorial du Seuil. Taxi, Radio, Coca Cola... y Kalashnikov, el nombre de Mijail pertenece al breve lenguaje que se habla en todos los puntos de la tierra. Y sin embargo, el anciano no tiene un peso en el bolsillo. Vive en un modesto departamento de dos habitaciones situado en Ijevesk, la capital de la república autónoma de Udmurtia (región del Ural). Cuando en 1948 el Ejército Rojo adoptó la "Avtomat Kalashnikova", el inventor no cobró nada por su creación, ni entonces ni más tarde, cuando fue producido a más de 100 millones de ejemplares. La cifra no toma en cuenta los millones de ejemplares montados en los países de la Europa del Este, las copias yugoslavas, chinas, cubanas o pakistaníes. América latina, África, Balcanes, Afganistán, Irak, no hay territorio en el mundo donde el fusil Kalashnikov no sea esgrimido como signo de victoria o de desafío. Cada conflicto le ofrece al fusil la mejor de las publicidades. A pesar del orgullo que siente, Mijail Kalashnikov suele lamentar su invento, sobre todo por las víctimas que provocó: "A veces pienso que hubiese sido mejor inventar una cortadora de pasto".
Con más de 50 años de vida encima, el modelo no evolucionó. La "embajadora universal" de la tecnología rusa sigue siendo tan simple y confiable como al principio. Un poco como la vida de su inventor, que subsistió humildemente hasta hoy gracias a la magra pensión que el Estado le pagó por "los servicios rendidos a la Patria". Recién ahora, a los 84 años, Mijail Timofeievich Kalashnikov se apresta a entablar una segunda existencia: la de hombre de negocios. Muy pronto aparecerán paraguas, encendedores, un cuchillo de bolsillo, una línea de ropa y un perfume. La hija de Kalashnikov firmó un contrato con una empresa alemana para fabricar productos derivados con el nombre del fusil. "Los artículos tendrán una calidad cercana a la de mi fusil: fiables, de una utilización simple e indestructibles." La vida de Mijail es la vida de su siglo, la guerra, y la aventura de un sueño realizado: "Un día, cuando era muy chico, el marido de mi hermana, un comunista convencido, me preguntó qué quería hacer cuando fuera grande. Le respondí que sería inventor. El se burló de mí, pero yo estaba convencido de que llegaría a inventar alguna cosa. La idea de construir algo nunca me abandonó. Empecé fabricando bicicletas, pasaba mi tiempo montando y desmontando cerraduras y cadenas.
De alguna manera, sin saberlo me preparaba a una carrera de inventor: una vida dura pero apasionante". La guerra y la revolución fueron las otras marcas. Su padre, Car Kalashnikov, es hijo de un "kulak", un campesino a quien los soviéticos consideraban como "demasiado rico". En 1930, cuando Mijail tenía 11 años, los comunistas deportaron su familia a Siberia. En la república de los soviets, ser un "kulak" era un pecado y la única "cura" era la deportación, es decir, Siberia. "Era imposible no llorar cuando se conocían las condiciones en que vivía esa gente, las desgracias que los acechaban: la dureza del viaje, la grosería de los guardias, las enfermedades, la hostilidad de los habitantes de los pueblos de Siberia, que consideraban a los kulak como basura." Cuatro años más tarde, a los 15 años, Kalashnikov se evadió del pueblo donde su familia vivía en residencia confinada. En medio de la confusión general que reinaba en el país, Mijail pasó inadvertido y logró trabajar en un depósito de los ferrocarriles. En 1941, la guerra con Alemania atravesó su vida para cambiarla hasta el final. Mijail Timofeievich Kalashnikov resultó gravemente herido en octubre de 1941. Motivado por las quejas de los soldados que lamentaban la superioridad de las armas alemanas, Mijail dibujó los primeros planos del fusil en su cama del hospital. "Durante ese tiempo, la idea que dominó mi vida tomó cuerpo: quería que el ejército ruso tuviera una pistola ametralladora sin igual. Me convertí en el esclavo de una sola idea, la pasión de la invención me consumía."Recién cuando regresó a su puesto en los ferrocarriles armó como pudo el primer modelo real: "Cuando lo terminé, no sabía qué hacer con él, ni siquiera a quién mostrárselo. Me decidí y fui a la comisaría de policía.
Me pusieron preso por detentar armas ilegalmente. Gracias a los amigos de las Juventudes Comunistas pude salir. Después me convocaron a la sede del partido. Recuerdo que me recibió un dirigente, a quien le expliqué lo que había inventado. Me dijo: 'Sargento, lo que has realizado está muy bien, incluso si tu fusil no es lo que se puede decir bello'". La segunda existencia de Mijail empezó con esa entrevista. El partido lo envió a la universidad, donde trabajó junto a grandes especialistas. A los 25 años, Kalashnikov compartía sus días con los grandes ingenieros del armamento, con oficiales de alto grado y artilleros de renombre. Sin embargo, ninguno de sus proyectos y esbozos retuvo la atención del Ejército Rojo. Ardiente e irrenunciable ante cualquier dificultad, Kalashnikov siguió trabajando, dibujando planos, creando carabinas, fusiles y armas de todo tipo.
"Ayudado por varios especialistas, realicé más de cien esbozos de piezas diferentes. El modelo anterior de carabina automática que había inventado me ayudó mucho para concebir la AK47. Cuando le di forma interesó mucho a los oficiales del Polígono. Ellos me dieron consejos, me criticaron y me ayudaron a elaborar los cálculos técnicos."Mijail Timofeievich Kalashnikov confiesa que ha tenido suerte: "El destino velaba por mí y me envió una ayuda preciosa. Había conocido a una dibujante industrial de la que me enamoré, Katia Moïsseïeva. Puso todo su corazón y se consagró a dibujar con la más extrema de las precisiones los esbozos que le daba. Así pude presentar un proyecto vistoso. De alguna manera, la Automat Kalashnikov 47 fue el primer fruto de nuestro amor".
El nombre inicial que tuvo el fusil Kalashnikov fue Mikhtim, una asociación con las sílabas de su nombre completo. Kalashnikov, descendiente de una familia de proscritos, ocultaba su nombre. Un día, Katia vino a anunciarle que un jurado había retenido su proyecto para participar en un concurso. El esquema no estaba lejos del arma definitiva, con sus dos "signos distintivos": el cargador curvado y la culata de madera. Pero Mijail no se encontraba solo. El jurado del ejército que debía evaluar su modelo también consideraba otros. "Las exigencias principales del jurado eran la precisión del tiro del arma, su volumen, su peso, su fiabilidad, la resistencia de sus piezas, la simplicidad y la estructura. Nuestro cliente, la Dirección General de la Artillería, era el juez supremo." El proyecto presentado por Kalashnikov fue retenido junto a otros tres con la mención: "Necesita otras modificaciones". Estas se efectuaron en el curso de una larga fase de tests controlados por el ejército. Cada vez había que volver a modificar algo y siempre eran los mismos tres finalistas que se combatían. Kalashnikov no renunció nunca: "Cuando me fijo un objetivo, no puedo vivir tranquilo. Pienso día y noche, hasta que lo alcanzo". Como si estuviera en sus días jóvenes, en un taller de soldadura, rodeado de acero y planos, Mijail explica que "el proceso creativo del concepto de armas tiene algo muy particular. Su arte consiste en aunar, en un volumen limitado, con una masa determinada, un conjunto de elementos capaces de obtener el resultado deseado en términos de fiabilidad, manuabilidad, resistencia y precisión".
Las exigencias constantes de la Dirección General de la Artillería, las pruebas sucesivas, las modificaciones posteriores y el genio de su inventor forjaron la forma final del arma. En 1947, la Dirección optó por el modelo de Kalashnikov y al año siguiente empezó a producirse a gran escala. Simple, sólida, robusta, capaz de resistir el calor, el frío, la arena, el barro, los golpes y la lluvia sin perder su precisión, la Avtomat Kalashnikov 47 -año de su nacimiento- trascendió las épocas hasta convertirse en el emblema universal de la guerra. Debe ser el invento más sólido de la historia y, sin dudas, el peor pagado. "Como no había patentado mi invención y como tampoco recibí ni un kopek por la venta de las armas, disponía de lo que entonces se llamaba 'un salario personalizado'. Durante mucho tiempo conservé mi grado de sargento reservista. Bastante más tarde, gracias a un artículo aparecido en la prensa norteamericana que contaba cómo un sargentito armaba a todos los países del Pacto de Varsovia -era la primera vez que hablaban de mí en Occidente-, empezaron a ascenderme. Cuando Boris Yeltsin apareció en la escena política, ya me habían izado al grado de coronel. Hubiese podido subir más, pero un decreto del Consejo de Ministros prohibía las nominaciones de los generales en tiempos de paz. ¡Fíjese lo que son las paradojas! Fue Yeltsin quien, luego de la desaparición de la Unión Soviética, tomó la decisión de hacer una excepción: me nombraron general."
La ex URSS ofrecía sin cargo alguno la licencia de producción del Kalashnikov, la "kalash", como la llaman sus usuarios más asiduos. A modo de defensa, Mijail dice que "el arma que creé y que lleva mi nombre vive su propia vida, independientemente de la mía y de mi voluntad".
Contrariamente a la leyenda que corre por ahí, el inventor no es dueño de la empresa que produce las armas que llevan su nombre. A su manera, MijailTimofeievich Kalashnikov es como su fusil: no se altera, mantiene la misma dirección, sea cual fuere el temporal que la maltrate. Kalashnikov es un nostálgico de cierta época. Sin ambigüedad, reconoce que los cambios ocurridos en su país no le gustan: "La transferencia de las propiedades del Estado al sector privado no me agrada. No estoy en contra de que haya gente rica, pero no puedo aceptar que las riquezas producidas por varias generaciones de rusos pasen en un tiempo record a los bolsillos de algunos individuos". No sin humor, el anciano admite que "se podrá decir de mí que soy un puro producto del sistema socialista, hasta dirán que soy el último dinosaurio. Y bueno. ¡Qué así sea!" Mijail no tiene muchos rencores acumulados, ni siquiera el de haber sido mantenido "en secreto" por el régimen soviético. Lo único que lo saca de quicio es cuando alguien afirma que es millonario, que la fábrica rusa con su nombre le pertenece y cosas por el estilo. En realidad, son falsas. De principio a fin, Kalashnikov ha sido un hombre estafado. El régimen le robó su invento, las privatizaciones se apoderaron de su imagen e hicieron de ella una marca sin consultar con su propietario. A pesar de la influencia decisiva que ejerció en la historia de su país -y en la de tantos-, sólo a principio de los años 70 fue autorizado a salir de la URSS de vacaciones. Pero no muy lejos, apenas a Bulgaria y bajo otro nombre.
Tuvo que esperar a que Gorbachov, el hombre que "más detesta por el mal que le hizo a nuestro país", llegara al poder para tener derecho a viajar libremente al extranjero. Incrédulo, recién en Occidente, Kalashnikov descubrió que su nombre era un auténtico mito. Más tarde tendría otras sorpresas, como cuando vio en la televisión a Osama Bin Laden blandir una vieja Kalashnikov.
Kalashnikov es pobre, pero la gloria no tiene precio. La suya está asegurada por unos cuantos siglos más. ¿Quién sabe acaso quién es Eugene Stoner? El norteamericano que inventó el fusil de asalto M16 murió millonario y solo. Stoner no le dice nada a nadie. Su arma es una sigla:
M16. Kalashnikov es un nombre para la historia. No hay labio que no lo haya murmurado. Hasta los muertos se lo llevan a la eternidad.
http://www.kel-tec.com/
Katana:  La katana es un sable japonés (daitō), aunque en Japón esta palabra es usada genéricamente para englobar a todos los sables. "Katana" es el kunyomi (lectura japonesa) del kanji  刀 ; el onyomi (lectura china) es "tō" (pronunciado /to:/).
Se refiere a un tipo particular de sable de filo único, curvado, tradicionalmente utilizado por los samuráis. Su tamaño más frecuente ronda el metro de longitud y el kilo de peso.
El tipo de Katana más difundido en la actualidad es el conocido como "Oda Nobunaga", en alusión al shogún creador de dicho modelo, de hoja curva y alrededor de un metro de longitud total.
El origen: de la katana japonesa se remonta a cuando los chinos de la dinastía Song introdujeron en el país una espada llamada "El destripador de caballos" nombre dado ya que era un arma utilizada en combate contra la caballería pensada para destripar el vientre o los cuartos delanteros del caballo. Esta espada más adelante conocida como sable simple evolucionó hasta la actual katana Japonesa.
Características: Debido al carácter curvo de su hoja y a su único filo, la katana debe ser considerada un sable, antes que una espada. Como tal, está fundamentalmente orientada al corte más que a la estocada. Su curvatura surge de la necesidad de obtener un corte eficaz cuando se maneja desde la montura del caballo; la hoja recta tiende a "empotrarse" en el momento del corte, mientras que la curva obtiene siempre un corte tangencial a la trayectoria del arma y con ello evita que la katana se quede bloqueada.
La katana es utilizada principalmente para cortar y es frecuentemente considerada una "guillotina de mano". Se la desenvaina llevando el filo hacia arriba y se la puede blandir con una o dos manos (siendo esta última modalidad la tradicional).
Aunque el arte del manejo del sable japonés según su propósito original ha quedado en la actualidad casi obsoleto, el kenjutsu ("Técnicas de Sable") dio origen a un gendai budō - un arte marcial moderno. Mientras que la esencia de su manejo persiste en el iaidō (antiguamente iai jutsu), que es el arte de "desenvainar cortando" y kendō ("Vía del Sable") que es el arte de esgrimir una espada de bambú conocida como shinai utilizando como protección una máscara (Men) y una armadura (bogu). Las escuelas originales del kenjutsu koryū aún existen y son practicadas, como Niten Ichi Ryu, (Kashima Shintō Ryū, Kashima Shin Ryū, Katori Shintō Ryū).
Elaboración y tratamiento: Las espadas japonesas y otras armas cortantes eran fabricadas mediante un elaborado método de calentamiento reiterado, plegando y uniendo el metal. Esta práctica se originó debida al uso de metales altamente impuros.
La curvatura distintiva de la katana se debe, en parte, al trato diferencial durante el calentamiento al que es sometida. Al contrario de gran parte de las espadas producidas en otros lugares, los herreros japoneses no endurecen el sable completo, solamente el lado que posee filo. El proceso de endurecimiento hace que la punta del sable se contraiga menos que el acero sin tratar cuando se enfría, algo que ayuda al herrero para establecer la curvatura del sable. La combinación de un lado duro y un lado blando de la katana y de otros sables japoneses es la causa de su resistencia a pesar de retener un buen filo cortante.
Para ayudar al manejo de la katana, existe un tipo de arma llamada bokken, en forma de katana, pero de madera, cuya aplicación sirve para perfeccionar el movimiento de la katana sin ningún tipo de peligro y así combatir en entrenamientos.
Proceso de elaboración: El acero usado hoy en día para la creación de katanas modokis comerciales de bajo precio es el AISI 1050, ya que es el más fácil de trabajar y en el que se consigue una dureza óptima. Los antiguos japoneses hacían ellos mismos el acero, en un proceso muy lento en el que cocían en un horno cerrado distintas capas de hierro, carbón y material orgánico durante más de un mes.
Gracias a la tecnología actual, los hornos se calientan muy rápido y de manera uniforme, pero antiguamente el simple hecho de elevar la temperatura de un horno hasta los 900 grados Celsius que necesita el acero para formarse, requería un mes entero de alimentación continua con carbón.
El acero que se utilizaba (y se sigue utilizando) es el tamahagane, el cual se rompe y con los fragmentos se forma un ladrillo rectangular, que se envuelve en papel de arroz y arcilla líquida para evitar la oxidación una vez se comience a calentar. Cuando se alcanza la temperatura de caldeo se golpea para que se una y forme un ladrillo unido.
El ladrillo es vuelto a calentar y se golpea con el martillo (durante éste proceso y el anterior, el herrero que sujeta el bloque golpea con un martillo y es ayudado por uno o dos ayudantes que usan grandes mazas con dos manos), haciéndolo más fino y alargado. Cuando ha alcanzado el doble de su longitud original se realiza una incisión justo en el medio y se dobla sobre sí mismo hasta obtener exactamente el mismo ladrillo original, pero con dos capas de acero entre sí.
Este método de doblar el acero sobre sí mismo se repite de 8 a 12 veces, obteniendo un ladrillo de acero de la misma longitud del original, pero con una cantidad de capas de acero de entre 256 y 4096, unidas entre sí.
Éste es el método que diferencia la forja de las katanas con respecto al de las espadas europeas. A pesar de la creencia común, este proceso no mejora las cualidades mecánicas del acero, pero sí tiene varias ventajas, sobre todo respecto al acero antiguo, mucho más impuro y carbonatado que el actual (un exceso de carbón endurece el acero, pero lo fragiliza como si fuera cristal). Luego se eliminan las impurezas de carbón, las burbujas de aire y el exceso de carbono; y se reparte el carbono homogéneamente por toda la hoja, eliminando los puntos débiles.
En contra de la creencia popular, a más veces se doble el acero, no se obtiene uno mejor, de hecho a partir de las 12 capas la estructura del acero se debilita. Un acero doblado 20 veces es prácticamente inusable en combate. Durante este lento y laborioso proceso el acero se enfría rápidamente, de modo que debe ser metido en el horno continuamente para recuperar el punto de fusión y poder unir las dos partes, perdiéndose carbono cada vez que se alcanza esta temperatura.
Así pues, el ladrillo que se consigue tiene una cantidad muy baja de carbono (menos de un 0,5%) gracias a este doblaje. Este acero es bastante flexible, lo cual sirve para absorber golpes y aumentar la durabilidad en combate, pero es posible que no sea lo suficientemente duro para obtener un buen filo. El filo de una katana debe ser muy duro, de modo que se recurre a la segunda característica de éstas: utilizar dos aceros para la misma hoja.
Para crear el filo, se utiliza un segundo ladrillo con menor cantidad de doblajes en su proceso (de 4 a 5 veces). De este modo se obtiene un acero más carbonatado, que lo hace extremadamente duro, aunque más frágil.
El segundo ladrillo se corta en trozos que puedan rodear completamente al primer ladrillo. Se mete el conjunto en el horno y se lo golpea sucesivamente hasta llevarlo a la longitud que se desee (la normal es de unos 80 cm.).
Para darle la típica forma de una hoja de katana, se golpea el rectángulo hasta obtener la anchura necesaria en el lomo (que depende del tipo de hoja), y después se golpea la parte del filo hasta hacerlo extremadamente fino (de unos pocos milímetros), de modo que pueda cortar. También se le hace la forma del kisakki (punta) y la del nakago (la parte que se inserta en la empuñadura).
Tras un proceso de desbaste con piedras de afilar de diferentes granos con el que se da la forma a la hoja, se procede a templarla. El temple consiste en elevar la temperatura de la hoja hasta el punto de austenización para después introducirla en agua fría de modo que se enfríe rápidamente. Este proceso le da al acero una dureza extrema. La explicación es que al elevar el acero a esa temperatura, toma una estructura totalmente nueva denominada austenita y al enfriarse bruscamente adquiere la estructura de martensita de gran dureza. Las impurezas de éste acero hacen que se pueda templar la hoja pasada de temperatura (a una temperatura mayor que la temperatura de austenización) formándose además un grano de acero grueso, esto no es posible en aceros modernos ya que se rompen por el enfriamiento tan brusco.
Para conseguir que el filo resulte extremadamente duro como para cortar sin que se desgaste fácilmente, al tiempo que el lomo sea más flexible para resistir los golpes que va a recibir, entra en juego otra de las características de la katana: el templado diferenciado.
Lo que se hace es cubrir el lomo con una capa gruesa de arcilla, (esta arcilla para el templado tiene una composición que cambia según el forjador, y además de la arcilla se añade arena, limaduras de hierro, ceniza, etc.), y dejar el filo con una fina capa que además lleva en su composición polvo de carbón. Se calienta todo en el horno y luego se templa introduciéndolo en agua fría. El lomo, cubierto con más arcilla, se enfría mucho más lentamente que el filo, con lo cual se consigue un temple duro para el filo y otro más blando para el lomo. Además se presencia un efecto elemental: el acero que más rápidamente se endurece, "estira" al más blando, dándole a la hoja su tan característico sori (curvatura).
El hamon, o línea de templado, tan característica en las katanas, no es sino la zona de separación entre las distintas zonas de templado. Como la arcilla se coloca manualmente, el hamon de cada katana es completamente único.
Ya sólo resta el lento y delicado proceso de pulido final. Es lento porque se va pasando la hoja por sucesivas piedras cada vez más finas, requiriendo horas de trabajo por cada centímetro de la hoja, y delicado porque un pulido inexperto puede arruinar su simetría. En este punto se practica el mekugi-ana (agujero del nakago) donde se insertará el tope que lo mantendrá fijo en la empuñadura.
La creación completa de la hoja suele durar más de un mes, pero las mejores katanas pueden tardar hasta un año en ser fabricadas completamente. La hoja es sólo el primer paso.
Primero, se tiene que fabricar la tsuba (guarda de la hoja). Su construcción se realizaba en cobre, hierro u otros metales, con grabados, dibujos, incisiones, incrustaciones... Cuando la katana estaba enfundada, la tsuba era la parte visible de la misma, y la que indicaba el estatus o el carácter de su dueño, de modo que nuevamente se trata de un proceso delicado.
Después se talla la tsuka o empuñadura. Ésta normalmente está hecha de madera de roble recubierta de same (piel de raya), para mejorar la colocación del ito (tiras de algodón, cuero o seda) que se trenzan sobre la empuñadura aumentando el agarre y comodidad, además de darle su típico aspecto. Para facilitar el trenzado se usaban unas cuñas de papel llamadas hishigamis en cada pliegue del ito.
También deben realizarse en metal el fushi y la kashira que están decorados normalmente siguiendo los mismos diseños y a juego también con la tsuba y los [menukis], éstas piezas se colocan cada una a un extremo de la tsuka para evitar una posible apertura de las dos partes que la forman, ya que se pegan con pegamento de arroz solamente. Además por la kashira pasa el ito hacia el lado opuesto para formar el último nudo allí, y así sujetando además la pieza con firmeza.
Los menukis son unos amuletos realizados en metal que pueden tener toda clases de formas, se colocan en la tsuka sujetos por el ito de forma que queden en el contacto con los dedos, porque se creía que estos daban suerte, y eran en muchas ocasiones un gran tesoro familiar.
La hoja se inserta en su interior y se fija mediante un tope de metal o de bambú al mekugi-ana.
La saya (funda) se fabrica normalmente de madera de magnolia lacada. La saya también puede decorarse con tiras de rotten (semejante al mimbre) o con piezas de same. Tiene incorporada una tira de 1,8 o 2 metros de algodón o cuero llamado "sageo", que se ata al cinturón (obi) del Hakama y que también puede ser usada como cuerda auxiliar para sujetar cosas o para apresar a un enemigo. La boca de la saya, denominada "Koi-Guchi" suele llevar un refuerzo de cuerno de búfalo para evitar el desgaste por rozamiento con la hoja.
Mitos: Hay muchos mitos alrededor de las espadas japonesas, el más conocido es que se pliegan un inmenso número de veces, obteniendo propiedades mágicas. Nótese que con cada pliegue se duplica el número de capas de la katana, siendo ésta cantidad igual a 2 elevado al número de pliegues realizados.
Mantenimiento: La katana debe mantenerse limpia y lubricada para prevenir que el  acero  se altere o quiebre. Tanto el sudor como el polvo o la sangre afectan la hoja; por eso debe hacerse un mantenimiento periódico. Actualmente se consiguen en el mercado los elementos necesarios para conformar el Kit de limpieza, los cuales deben o pueden contener:
Martillo de metal sólido, denominado Mekugi.
Aceite vegetal lubricante Koji.
Papel de arroz, Harai Gami.
Bola de polvo no abrasivo, conocido como Uchiko.
Paño suave para mantenimiento y un envase de plástico para guardarlo, conocido como Erufu.
Algunos kit traen un pequeño envase de plástico para resguardar papel de arroz con aceite. Estos elementos deben guardarse juntos y algunos kits vienen en una caja de madera labrada o sencilla pero con escrituras en kanji alusivas a las artes de guerra.
Ken:  Es una espada recta, una de las primeras espadas que se utilizaron en Japón, desciende del Chien (espada China) posee doble filo y su utilización es mas para hincar que para cortar, aunque también se la utiliza en cortes como yoko giri, naname giri, etc. Tiene distintos tipos de tamaño, tanto larga como una katána o mas corta como un Kodachi.
El origen de la katana japonesa se remonta a cuando los chinos de la dinastía Song introdujeron en el país una espada llamada "El destripador de caballos" , nombre dado ya que era un arma utilizada en combate contra la caballería pensada para destripar el vientre o los cuartos delanteros del caballo. Esta espada más adelante conocida como sable simple evolucionó hasta la actual katana Japonesa.