PE HTML PUBLIC "-//W3C//DTD HTML 4.0 Transitional//EN"> praghas omega 180 - Distance Learning - AAA macasamhail A.Lange & Sohne :AAA macasamhail A.Lange & Sohne : ujqswkpu

180 - Distance Learning - AAA macasamhail A.Lange & Sohne :AAA macasamhail A.Lange & Sohne : praghas omega

A.Lange & Sohne uaireadóirí



Macasamhail A.Lange & Sohne Datograph Flyback Chronograph Watch Uathoibríoch Bán Dial

Macasamhail A.Lange & Sohne Datograph Flyback Chronograph Watch Uathoibríoch Bán Dial


€857.46  €206.46
Save: 76% off


Buy Now

Macasamhail A.Lange & Sohne Datograph Síor Uathoibríoch Watch Dial Bán

Macasamhail A.Lange & Sohne Datograph Síor Uathoibríoch Watch Dial Bán


€1,105.77  €207.39
Save: 81% off


Buy Now

Macasamhail A.Lange & Sohne Datograph Síor Uathoibríoch Watch Gluaiseacht Rose Cás Óir Dial Black le

Macasamhail A.Lange & Sohne Datograph Síor Uathoibríoch Watch Gluaiseacht Rose Cás Óir Dial Black le


€1,067.64  €207.39
Save: 81% off


Buy Now


Macasamhail A.Lange & Sohne Datograph Síor Uathoibríoch Watch Gluaiseacht Rose Gold Cás Bán Dial le ar

Macasamhail A.Lange & Sohne Datograph Síor Uathoibríoch Watch Gluaiseacht Rose Gold Cás Bán Dial le ar


€1,048.11  €205.53
Save: 80% off


Buy Now

Macasamhail A.Lange & Sohne Datograph Síor- Féach Automatica Gluaiseacht Bán Dial

Macasamhail A.Lange & Sohne Datograph Síor- Féach Automatica Gluaiseacht Bán Dial


€613.80  €206.46
Save: 66% off


Buy Now

Macasamhail A.Lange & Sohne Féach Glashutte Classic Uathoibríoch Bán Dial

Macasamhail A.Lange & Sohne Féach Glashutte Classic Uathoibríoch Bán Dial


€758.88  €204.60
Save: 73% off


Buy Now


Macasamhail A.Lange & Sohne Féach Glashutte Classic Uathoibríoch Bán Dial agus Leathar Strap

Macasamhail A.Lange & Sohne Féach Glashutte Classic Uathoibríoch Bán Dial agus Leathar Strap


€717.96  €207.39
Save: 71% off


Buy Now

Macasamhail A.Lange & Sohne Féach Glashutte Classic Uathoibríoch Dubh Dial Silver agus phointeora - Leathar Strap

Macasamhail A.Lange & Sohne Féach Glashutte Classic Uathoibríoch Dubh Dial Silver agus phointeora - Leathar Strap


€687.27  €203.67
Save: 70% off


Buy Now

Macasamhail A.Lange & Sohne Féach Glashutte Classic Uathoibríoch Rose Gold Cás le Dial Bán agus Rose Gold

Macasamhail A.Lange & Sohne Féach Glashutte Classic Uathoibríoch Rose Gold Cás le Dial Bán agus Rose Gold


€692.85  €203.67
Save: 71% off


Buy Now


Macasamhail A.Lange & Sohne Féach Glashutte Classic Uathoibríoch Rose Gold Cás le Dial Dubh agus Rose Gold

Macasamhail A.Lange & Sohne Féach Glashutte Classic Uathoibríoch Rose Gold Cás le Dial Dubh agus Rose Gold


€931.86  €203.67
Save: 78% off


Buy Now

Macasamhail A.Lange & Sohne Féach Glashutte Tourbillon Uathoibríoch Bán Dial agus Leathar Strap

Macasamhail A.Lange & Sohne Féach Glashutte Tourbillon Uathoibríoch Bán Dial agus Leathar Strap


€996.96  €201.81
Save: 80% off


Buy Now

Macasamhail A.Lange & Sohne Féach Glashutte Tourbillon Uathoibríoch Rose Gold Cás le Dial Bán

Macasamhail A.Lange & Sohne Féach Glashutte Tourbillon Uathoibríoch Rose Gold Cás le Dial Bán


€680.76  €206.46
Save: 70% off


Buy Now


Macasamhail A.Lange & Sohne Lange Glashutte Moonphase Uathoibríoch Watch Dial Dubh agus Silver Cás

Macasamhail A.Lange & Sohne Lange Glashutte Moonphase Uathoibríoch Watch Dial Dubh agus Silver Cás


€831.42  €205.53
Save: 75% off


Buy Now

Macasamhail A.Lange & Sohne Lange Glashutte Moonphase Uathoibríoch Watch Rose Gold Cás

Macasamhail A.Lange & Sohne Lange Glashutte Moonphase Uathoibríoch Watch Rose Gold Cás


€594.27  €201.81
Save: 66% off


Buy Now

Macasamhail A.Lange & Sohne Lange Glashutte Moonphase Uathoibríoch Watch Silver Cás Wi

Macasamhail A.Lange & Sohne Lange Glashutte Moonphase Uathoibríoch Watch Silver Cás Wi


€629.61  €203.67
Save: 68% off


Buy Now



N
praghas omega

Cartier Watch Ladies
relojes con etiqueta
horloges rolex
omega damer konstellasjon
longines kellot uk

Services on Demand

Journal

  • SciELO Analytics

Article

  • Portuguese (pdf)
  • Portuguese (epdf)
  • Article in xml format
  • Article references
  • How to cite this article
  • SciELO Analytics
  • Curriculum ScienTI
  • Automatic translation

Indicators

  • 15 art�culo(s)Cited by SciELO
  • Access statistics

Related links

  • Indexed by GoogleCited by Google
  • Have no similar articlesSimilars in SciELO
  • Indexed by GoogleSimilars in Google

Share

  • More
  • More

  • Permalink

Revista Brasileira de Farmacognosia

Print version ISSN 0102-695X

Rev. bras. farmacogn. vol.20 no.3 Curitiba June/July 2010

http://dx.doi.org/10.1590/S0102-695X2010000300026 

REVISÃO

 

Maracujá: um alimento funcional?

 

Passion fruit: a functional food?

 

 

Maria Luiza ZeraikI; Cíntia A. M. PereiraII; Vânia G. ZuinIII; Janete H. Yariwake*,I

IInstituto de Química de São Carlos, Universidade de São Paulo, Caixa Postal 780, 13560-970 São Carlos, SP, Brasil
IICentro Universitário Central Paulista, R. Miguel Petroni, 5111, 13563-470 São Carlos, SP, Brasil
IIIDepartamento de Metodologia de Ensino, Universidade Federal de São Carlos, Caixa Postal 676, 13565-905 São Carlos, SP, Brasil

 

 


RESUMO

Este artigo é uma revisão bibliográfica sobre as espécies brasileiras de Passiflora (Passiflora edulis fo. flavicarpa O. Deg., P. alata Curtis e P. edulis fo. edulis). A maioria dos artigos da literatura focaliza somente as folhas de Passiflora, enquanto que esta revisão contém informações sobre a polpa, cascas e sementes dos frutos do maracujá, com destaque para a composição química, estudos nutricionais e farmacológicos. O enfoque nos frutos do maracujá fundamenta-se no amplo consumo do suco de maracujá (fresco ou industrializado) no Brasil e também nas investigações em andamento para avaliar o seu potencial uso como alimento funcional.

Unitermos: Passiflora, composição química, alimento funcional.


ABSTRACT

This paper consists of a bibliographic review of the most relevant edible Brazilian Passiflora species (Passiflora edulis fo. flavicarpa O. Deg., P. alata Curtis and P. edulis fo. edulis). Most of the reports in the literature focus solely on Passiflora leaves, whereas this review contains information about passion fruit pulp, rind and seeds, highlightening chemical composition, nutritional and pharmacological studies. The emphasis on the "maracujá" fruit is due to the extensive consumption of passion fruit juice (fresh or processed) in Brazil and on ongoing investigations into its potential as a functional food.

Keywords: Passiflora, chemical composition, functional food.


 

 

INTRODUÇÃO

Maracujá, nome popular dado a várias espécies do gênero Passiflora (o maior da família Passifloraceae), vem de maraú-ya, que para os indígenas significa "fruto de sorver" ou "polpa que se toma de sorvo" (ITAL, 1994). Cerca de 90% das 400 espécies deste gênero são originárias das regiões tropicais e subtropicais do globo, sendo o maior foco de distribuição geográfica o Centro-Norte do Brasil, onde encontram-se pelo menos 79 espécies. As espécies de maior interesse comercial no país são P. edulis fo. flavicarpa O. Deg., P. alata Curtis e P. edulis fo. edulis (Ruggiero, 1987).

O maracujá-azedo ou amarelo (P. edulis fo. flavicarpa) é o mais cultivado e comercializado no país devido à qualidade de seus frutos. O Brasil é o maior produtor mundial de maracujá; segundo o IBGE (2007) a produção brasileira de maracujá em 2007 foi de 664.286 toneladas, com 47.032 ha de área plantada ou destinada à colheita, concentrada nos estados do Pará, Bahia, Sergipe e São Paulo. O maracujá-roxo (P. edulis fo. edulis) pode ser consumido em suco ou como fruta fresca. No Brasil, o consumo de sucos de frutas, frescos ou industrializados, já é um hábito consolidado e em 2003 o consumo do suco de maracujá representou quase 25% dentre o total de 579 mil litros de sucos de frutas integrais industrializados (Pinheiro et al., 2006). Os frutos do maracujá-roxo são globosos, com 4 a 5 cm de diâmetro. A casca é verde antes da maturação, tornando-se púrpura após iniciado o processo. É muito apreciado na Austrália e na África do Sul e desenvolve-se em regiões de clima mais ameno e de elevadas altitudes. O maracujá amarelo apresenta uma série de características consideradas superiores ao maracujá roxo, tais como: maior tamanho do fruto, peso, teor de caroteno, acidez total, resistência a pragas e maior produtividade por hectare (Carvalho-Okano et al., 2001; Zibadi & Watson, 2004).

Já o maracujá-doce (P. alata Curtis) tem sua produção e comercialização restritas: embora originária do Brasil, é uma fruta ainda pouco conhecida pela maioria da população. Ao contrário do maracujá amarelo, é consumida exclusivamente como fruta fresca, devido à sua baixa acidez. Os frutos são ovais ou periformes, e a casca da P. alata é intensamente alaranjada, lembrando um mamão papaia. A polpa é adocicada, odor forte e agradável, mas enjoativa quando utilizada na forma de suco (Meletti, 1996).

Os medicamentos fitoterápicos à base de maracujá devem ser elaborados a partir das espécies P. alata e P. incarnata, espécies oficiais da Farmacopeia Brasileira (1977) e Europeia (1996), respectivamente. Ao investigar o perfil de utilização de fitoterápicos pela população brasileira, alguns autores evidenciaram que Passiflora está entre os mais utilizados (Marliére et al., 2008; Silva et al., 2006; Ribeiro et al., 2005).

A partir da década de 90 do século passado, houve valorização do preço da fruta fresca, e atualmente quase toda a produção de frutas frescas é destinada ao mercado interno, enquanto que menos da metade do volume de frutas processadas, essencialmente na forma de suco concentrado, é voltado ao mercado brasileiro (Meletti & Maia, 1999). Além disso, existe a pressão do mercado devido às doenças, em especial o PWV (Passion fruit Woodeness Virus), conhecido popularmente como o "vírus do endurecimento dos frutos". Este vírus é transmitido por pulgões e causa redução quantitativa e qualitativa na produção, pois os frutos ficam menores, deformados e endurecidos, podendo até exibir rachaduras, dependendo da estirpe do vírus (Gioria et al., 2000). Antes de ocorrerem as frequentes epidemias, a cultura era perene e por pelo menos três anos consecutivos, mas em decorrência principalmente do PWV, o cultivo está tornando-se anual (Sampaio et al., 2008).

Os produtos registrados no Ministério da Agricultura para o controle químico de pragas e doenças em culturas de maracujá nem sempre possibilitam resultados satisfatórios. Assim, alguns produtos utilizados atualmente para o tratamento fitossanitário do maracujá não estão registrados no Ministério da Agricultura (2010), tais como: benomil, paration, dentre outros (Zuin et al., 2003). Porém, quando solicitado pela Secretária da Agricultura em caráter excepcional, alguns destes produtos podem ser legalmente empregados após a autorização de uso emergencial concedida pelo Governo Federal (Cati, 1992).

Maracujá: um alimento funcional?

Vários estudos indicam a presença de substâncias polifenólicas (Zeraik & Yariwake, 2010), ácidos graxos poliinsaturados (Kobori & Jorge, 2005) e fibras (Córdova et al., 2005), entre outras classes de substâncias, e a existência destas substâncias no fruto pode indicar o potencial do maracujá como um alimento funcional.

Nos últimos anos tem-se atribuído aos alimentos, além das funções de nutrição e de prover apelo sensorial, uma terceira função relacionada à resposta fisiológica específica produzida por alguns alimentos, que são chamados de alimentos funcionais. Estes alimentos podem prevenir, curar ou auxiliar na recuperação de determinadas doenças (Culhane, 1995). Os alimentos funcionais fazem parte de uma recente concepção de alimentos, lançada pelo Japão na década de 80, através de um programa de governo que tinha como objetivo desenvolver alimentos saudáveis para uma população que envelhecia e apresentava uma grande expectativa de vida (Anjo, 2004).

O termo "alimento funcional" é tema de estudo e discussão por muitos autores (Lajolo, 2001; Angelis, 2001; Araújo, 2005; Moraes & Colla, 2006). Um alimento pode ser considerado funcional se for demonstrado que o mesmo pode afetar beneficamente uma ou mais funções alvo no corpo, além de possuir efeitos nutricionais adequados, de maneira que seja tanto relevante para o bem estar e a saúde quanto para a redução do risco de uma doença (Roberfroid, 2002). Não são considerados medicamentos, pois os princípios responsáveis pelos efeitos benéficos não são extraídos do alimento (Costa & Tupinambá, 2005).

Frutas e vegetais contêm substâncias com efeito protetor, e estudos in vitro e in vivo mostram que estas substâncias protetoras podem inibir vários estágios do processo de carcinogênese (Hollman & Katan, 1997). Entre os diversos tipos de alimentos funcionais, destacam-se os que contêm substâncias antioxidantes, como a vitamina C, vitamina E, carotenoides e flavonoides (Hollman & Katan, 1999).

 

FARMACOLOGIA

Pereira & Vilegas (2000) realizaram uma revisão sobre a farmacologia, toxicologia e constituintes químicos presentes nas folhas das espécies: P. alata, P. edulis fo. flavicarpa, P. edulis fo. edulis e P. incarnata. Uma vasta revisão também foi realizada por Dhawan et al. (2004), descrevendo a ação farmacológica, toxicologia e os constituintes químicos das folhas de várias espécies do gênero Passiflora. O gênero também é citado na revisão de Sousa et al. (2008) sobre plantas utilizadas nos distúrbios da ansiedade. Assim, este artigo tem como objetivo central os estudos relacionados aos frutos, cascas e sementes das espécies de Passiflora mais cultivadas no Brasil: P. edulis fo. flavicarpa, P. edulis fo. edulis e P. alata, coletando-se dados da literatura de 1950 a 2008 com ênfase aos estudos farmacológicos e nutricionais, e aos principais constituintes químicos destas três espécies. O levantamento bibliográfico foi realizado utilizando-se as seguintes bases de dados: Scopus, Web of Science e Scienfinder Scholar.

Frutos

Várias pesquisas têm sido conduzidas mostrando o potencial do maracujá (fruto, casca e semente) para várias finalidades, e a atividade biológica mais estudada com relação aos frutos do maracujá é sua ação antioxidante. A atividade antioxidante em sucos é atribuída aos polifenóis, principalmente aos flavonoides (Heim et al., 2002).

Kuskoski et al. (2006) determinaram a atividade antioxidante em várias polpas de frutas tropicais, entre elas o maracujá, utilizando o método do radical 2,2-difenil-1-picrilhidrazil (DPPH), encontrando um valor de 1,02±0,4 µmol g-1, valor expresso em atividade antioxidante equivalente ao Trolox após 60 min de reação. Também foram determinados os polifenóis totais pelo método de Folin-Ciocalteu (20,0±2,6 mg 100g-1) e a quantidade de antocianinas, pelo método da diferença de pH; porém não foram encontradas antocianinas na polpa do fruto. Em trabalho anterior Kuskoski et al. (2005) realizaram a comparação de diferentes métodos espectrofotométricos para determinação da atividade antioxidante, encontrando resultado similar utilizando os métodos ABTS (ácido 2,2'-azino-bis (3-etilbenzotiazolin)-6-sulfônico) e DPPH, sendo as vantagens deste último a rapidez (1 minuto) e resultados reprodutíveis e com maior exatidão, diferentemente do método DMPD (dicloridrato de N,N-dimetil-p-fenilendiamina).

Vasco et al. (2008) estudaram a atividade antioxidante das principais frutas do Equador, dentre elas o maracujá (P. edulis fo. flavicarpa), usando três diferentes métodos: DPPH, FRAP (poder antioxidante de redução do ferro) e ABTS. Os autores verificaram baixo nível de substâncias fenólicas (61±32 mg expressos em equivalente de ácido gálico/100 g de amostra), mas forte capacidade antioxidante (0,5±0,3 µmol Trolox/g de amostra). Foram analisados a quantidade de ácido ascórbico (30-40 mg/100 g de amostra) e o teor total de polifenóis solúveis (61±32 mg de ácido gálico equivalente/100g de amostra), resultado considerado baixo pelo autor (<100 mg ácido gálico equivalente/100 g de amostra).

Zeraik et al. (2008) avaliaram a atividade antioxidante da polpa de maracujá, em comparação com a garapa e o chá-mate pelo método do DPPH, e foi observado que a capacidade antioxidante das amostras seguiu a seguinte ordem: rutina>resveratrol>chá-mate>polpa do maracujá>garapa. Os resultados do método do DPPH foram comparados com o método CRAC (capacidade antioxidante de redução do cério) (Ferreira & Avaca, 2008).

Zucolotto (2005) investigou o extrato aquoso liofilizado do pericarpo dos frutos e das raízes de P. edulis fo. flavicarpa, que apresentaram atividade anti-inflamatória moderada utilizando o modelo da pleurisia induzida pela carregenina, em camundongos.

Puricelli et al. (2003) verificaram que o decocto do fruto de P. edulis (variedade não especificada) inibiu in vitro a atividade da matriz-metaloproteinase-2 e a matriz-metaloproteinase-9, duas gelatinases envolvidas na invasão tumoral, metástases e angiogeneses. A atividade inibitória foi mais eficiente para matriz-metaloproteinase-2.

Apenas um estudo foi encontrado com relação ao possível efeito ansiolítico do suco de maracujá. Lutomski et al. (1975) estudando os efeitos em camundongos dos sucos do fruto de P. edulis (variedade não especificada) e P. edulis fo. flavicarpa, verificaram efeito tranquilizante por via oral, com diminuição significativa da movimentação espontânea dos animais, o que foi atribuído à presença de pequenas quantidades de alcaloides harmânicos e de flavonoides.

Araújo et al. (2004) avaliaram a atividade biológica de proteínas totais presentes em várias polpas de frutos tropicais, e a polpa do maracujá apresentou a maior quantidade de proteínas (0,8 mg de proteínas/g de polpa) entre as amostras testadas, porém não mostrou atividade inibidora de enzimas digestivas mamíferas.

Não foram encontrados estudos sobre os constituintes químicos e a farmacologia dos frutos de P. alata.

Cascas

De acordo com Oliveira et al. (2002) os subprodutos (cascas e sementes) produzidos no processamento do suco do maracujá correspondem a cerca de 65 a 70% do peso do fruto, sendo portanto um grande problema de resíduo agroindustrial. A utilização destes subprodutos na alimentação humana ou animal como fonte alimentar de bom valor nutricional mostra-se viável, reduzindo custos e, ao mesmo tempo, diminuindo os problemas de eliminação dos subprodutos provenientes do processamento. A casca de maracujá é rica em fibras solúveis, principalmente pectina, que é benéfica ao ser humano (Guertzenstein, 1998; Yapo & Koffi, 2006). Ao contrário da fibra insolúvel (contida no farelo dos cereais), que pode interferir na absorção do ferro, a fibra solúvel pode auxiliar na prevenção de doenças cardiovasculares e gastrointestinais, câncer de colón, hiperlipidemias, diabetes e obesidade, entre outras (Schweize & Wursch, 1991; Turano et al., 2002).

A casca do maracujá é também rica em niacina (vitamina B3), ferro, cálcio, e fósforo (Tabela 1) (Gondim et al., 2005), e as cascas já foram testadas e usadas com sucesso na alimentação animal (Otagaki & Matsumoto, 1958; Togashi et al., 2007). Paiva (1998) demonstrou que o emprego dos resíduos industriais do maracujá (cascas e sementes) na alimentação de bovinos levam os animais a produzirem mais leite, inibindo inclusive problemas digestivos. Foram também verificados os benefícios da farinha de casca de maracujá como redutor da glicemia (no controle de diabetes) (Guertzentein & Sabaa-Srur, 1999).

 

 

Ramos (2004) constatou que o extrato seco da casca de maracujá amarelo exerce uma ação positiva sobre o controle glicêmico no tratamento do diabete mellitus tipo II, sendo o provável mecanismo desta ação a presença de um alto teor de pectina, totalmente degradável no organismo, que ajuda a diminuir a taxa de glicose e colesterol no sangue, sugerindo o uso do extrato seco da casca do maracujá como adjuvante das terapias convencionais. Agra et al. (2007), em extenso levantamento sobre as plantas medicinais mais utilizadas no nordeste brasileiro, evidenciaram que o mesocarpo seco e pulverizado de P. edulis (variedade não especificada) é utilizado popularmente contra o diabetes.

Ramos et al. (2007) observaram por meio de um estudo clínico piloto que o tratamento com a farinha da casca do maracujá (P. edulis fo. flavicarpa) resultou na diminuição dos níveis de colesterol em mulheres entre 30 e 60 anos que apresentavam hipercolesterolemia (colesterol≥200 mg/dL).

Ichimura et al. (2006) demonstraram o efeito anti-hipertensivo do extrato metanólico da casca de P. edulis (variedade não especificada) em ratos naturalmente hipertensos. Este efeito foi atribuído principalmente ao ácido γ-aminobutirico (GABA) e parcialmente à ação vasodilatadora dos polifenóis, principalmente da luteolina (8).

Zibadi et al. (2007) investigaram o efeito anti-hipertensivo do extrato da casca de maracujá roxo (mistura de bioflavonoides, ácidos fenólicos e antocianinas) em ratas e em mulheres naturalmente hipertensas. No modelo experimental, 24 ratas naturalmente hipertensas foram divididas em três grupos por um período de oito semanas: um grupo controle e dois grupos alimentados com dieta suplementada com 10 ou 50 mg/kg de extrato de cascas de maracujá roxo. Já no experimento com mulheres naturalmente hipertensas foram administrados extratos de cascas de maracujá roxo em um grupo (400 mg/d), enquanto que pílulas placebo foram aplicadas em outro grupo por quatro semanas, para posterior comparação. O efeito dos extratos nas mulheres e ratas naturalmente hipertensas foi avaliado por meio da medida da pressão sanguínea. Observou-se diminuição significativa na pressão sanguínea em ambos os experimentos, sendo que os pacientes não apresentaram nenhum efeito colateral, sugerindo que o extrato possa ser uma alternativa segura no tratamento de hipertensão.

Watson et al. (2008) estudaram pacientes com asma durante quatro semanas, administrando extratos de cascas de maracujá roxo ou pílulas placebo, para posterior comparação. Os efeitos dos extratos foram avaliados por meio dos sintomas clínicos da asma e testes espirométricos. Os autores constataram que o extrato da casca do maracujá roxo, administrado por via oral em seres humanos, melhorou os sintomas clínicos da asma, como, diminuição do chiado no peito e tosse e causou uma melhora em relação à falta de ar, os pacientes não apresentaram efeitos colaterais.

Sementes

As sementes do maracujá são consideradas boas fontes de ácidos graxos essenciais que podem ser utilizados nas indústrias alimentícias e cosméticas. O ácido linoleico (ω-6) é um dos principais ácidos graxos do óleo da semente de maracujá (cerca de 55-66%), seguido pelo ácido oleico (18-20%) e do ácido palmítico (10-14%). Já o ácido linolênico (ω-3) é encontrado em menor quantidade (0,8-1%) (Leonel et al., 2000). Os ácidos graxos poliinsaturados ω-3 e ω-6 desempenham importantes funηões na manutenção das membranas celulares, funções cerebrais e da transmissão de impulsos nervosos (Martin et al., 2006).

Ferrari et al. (2004) constataram que o óleo extraído das sementes de maracujá possui elevado teor de ácidos graxos insaturados (87,54%), demonstrando que este produto tem um bom potencial para aproveitamento tanto na alimentação humana e animal quanto no uso para a indústria de cosméticos. Também verificou-se que o farelo desengordurado obtido após a moagem das sementes e extração com hexano apresentou significativo teor proteico e de fibras.

Chau & Huang (2005) mostraram que hamsters alimentados com fibras obtidas de sementes de P. edulis (variedade não especificada) apresentaram redução significativa nos níveis de triglicerídeos, colesterol total e no fígado e tiveram aumento de lipídeos e de ácido biliares nas fezes, indicando que as fibras do maracujá podem ter propriedade hipocolesterolêmica na alimentação humana.

 

TOXICOLOGIA

Os aspectos toxicológicos do maracujá têm sido estudados principalmente quanto à presença de glicosídeos cianogênicos, substâncias que produzem ácido cianídrico (HCN) como um dos produtos da sua hidrólise. A cianogênese ocorre por ação de enzimas (β-glucosidases), presentes em outro compartimento celular das plantas: quando a compartimentalização é rompida, a enzima e o substrato entram em contato e ocorre a cianogênese, sugerindo ser uma defesa química frente às injúrias (Robbers et al., 1996).

Os glicosídeos cianogênicos descritos em espécies de Passiflora tipicamente apresentam estruturas com anéis de cinco membros, como p. ex., a prunasina, encontrada nas folhas de P. edulis fo. edulis e nos frutos de P. edulis fo. flavicarpa (Spencer & Seigler, 1983; Spencer et al., 1986).

Spencer & Seigler (1983) encontraram quantidades significativas de glicosídeos cianogênicos em todas as partes das duas espécies de P. edulis, exceto nas sementes. Comparando-se os frutos do maracujá amarelo e roxo (Tabela 2), observou-se que frutos de P. edulis fo. flavicarpa apresentaram níveis subtóxicos até três vezes maiores (59,40 mg de HCN/100g no fruto verde) que o valor considerado tóxico (20 mg de HCN/100 g de material fresco).

 

 

Chassagne et al. (1996a) relatam a prunasina como glicosídeo cianogênico majoritário nas cascas (287 mg/kg em P. edulis fo. flavicarpa e 231 mg/kg em P. edulis fo. edulis). No suco foram encontrados amigdalina (31 mg/kg em P. edulis fo. flavicarpa e 14 mg/kg em P. edulis fo. edulis) e duas substâncias tentativamente identificadas como mandelonitrila ramnopiranosil-β-D-glucopiranosídeos (99 mg/kg em P. edulis fo. flavicarpa e 40 mg/kg em P. edulis fo. edulis). Diferentes quantidades de sambunigrina foram encontradas nos suco e nas cascas (3,2 mg/kg no suco e 15,7 mg/kg na casca de P. edulis fo. flavicarpa). Chassagne & Crouzet (1998) também isolaram o glicosídeo cianogênico β-rutinosídeo (R-mandelonitrila α-L-ramnopiranosil-β-D-glucopiranosídeo) do suco do maracujá roxo, e a estrutura foi elucidada principalmente por hidrólise enzimática e por análise por CG-EM (cromatografia gasosa acoplada à espectrometria de massas) e RMN (ressonância magnética nuclear).

De acordo com Morton (1987) os glicosídeos cianogênicos são encontrados na polpa dos diversos tipos de maracujás em todos os estágios do desenvolvimento, mas em maior quantidade na planta jovem e com frutos verdes, diminuindo com o crescimento da planta e não apresentando significância toxicológica.

 

PROPRIEDADES ALIMENTÍCIAS DO SUCO, CASCA E SEMENTE DE MARACUJÁ: CONSTITUINTES QUÍMICOS

Açúcares e fibras

O teor de açúcares no suco de maracujá das variedades amarela e roxa foi determinado por Chan & Kwok (1975) utilizando CG e derivatização, e foram encontradas concentrações similares de frutose, D-glucose e sucrose nos sucos das duas variedades (Tabela 3). Segundo Haard & Chism (1996), estes açúcares são os mais comumente encontrados em frutas.

 

 

Chau & Huang (2004) verificaram que as sementes cruas de P. edulis (variedade não especificada) são ricas em lipídeos, fibras dietéticas insolúveis, contendo pequena quantidade de fibras dietéticas solúveis, proteínas, cinzas e carboidratos. Foram também encontrados os monossacarídeos: ramnose, fucose, arabinose, xilose, manose, galactose, glucose não celulósica, glucose celulósica e ácido urônico, sendo que a arabinose (açúcar da substância pectina) foi o principal polissacarídeo encontrado. A quantificação destes monossacarídeos foi realizada por CG.

Na casca de P. edulis fo. flavicarpa foi encontrado um alto teor de fibra bruta (base úmida) e também de fibra alimentar total (base seca) (Córdova et al., 2005).

Ácidos orgânicos

Ácidos não voláteis foram detectados no suco de maracujá da variedade roxa e amarela por Chan et al. (1972) utilizando colunas de troca iônica para a separação, CCD (cromatografia em camada delgada) e CG para a identificação. Foram encontrados os ácidos cítrico, málico e lático, além de, em menores proporções, os ácidos malônico, succínico, ascórbico e galacturônico. Tanto a variedade roxa quanto a amarela são ácidas (pH dos sucos aproximadamente 3,0). A razão açúcar/ácido é, algumas vezes, usada como medida de doçura e há pequenas diferenças nas variedades: 5:1 na roxa comparada a 3:8 na amarela; desta forma a variedade roxa é geralmente considerada mais doce.

Sobre a composição do óleo das sementes de maracujá (P. edulis fo. flavicarpa), Kobori & Jorge (2005) encontraram de 22 a 28% de óleo e como ácidos graxos mais importantes: ácido linoleico (55-66%), oleico (18-20%) e palmítico (10-14%), também encontrando aproximadamente 7% de ácidos graxos livres. Schieber et al. (2001) verificou a presença de 65% de ácido linoleico no óleo das sementes desta espécie.

Ferrari et al. (2004) caracterizaram o óleo do farelo das sementes de P. edulis fo. flavicarpa por meio da metodologia oficial da AOCS (American Oil Chemists Society), e o farelo desengordurado obtido foi caracterizado por métodos físico-químicos através da metodologia oficial da AOAC (Association of Official Analytical Chemists). O óleo extraído das sementes apresentou elevado teor de ácidos graxos insaturados (87,54%), com predominância do ácido linoleico (68,79%). Foram encontrados também os ácidos mirístico (0,08%), palmítico (12,04%), estereático (traços), oleico (18,06%) e linolênico (0,69%).

Piombo et al. (2006) estudaram as sementes de P. edulis f. flavicarpa, encontrando 73,4% de ω-6 αcido linoleico, 209±8,0 mg/100g de fitoesteróis totais, incluindo campesterol, estigmasterol, β-sitosterol e δ-5 avenasterol, 465±8,4 µg/g de tocoferois totais, incluindo α-tocoferol, β-tocoferol, γ-tocoferol e δ-tocoferol, justificando o uso do σleo de maracujá nas indústrias alimentícia e cosmética.

Giuffré (2007) investigou a composição química do óleo da semente do maracujá roxo (P. edulis fo. edulis), analisando por CG esteróis, álcoois alifáticos e ácidos graxos. Os três principais esteróis encontrados foram β-sitosterol (42,51%), estigmasterol (30,87%) e campesterol (11,14%). Os álcoois alifáticos totais no óleo foram 8,72 mg/kg. Ácidos graxos poliinsaturados foram 72,60% do total, principalmente ácido linoleico (72,26%) e ácido oleico (16,05%).

Aminoácidos

Inomata et al. (1983) afirmam que a alanina é um componente razoavelmente constante e específico no maracujá, com teor médio de 27 mg/100 mL de suco. Foram encontrados os aminoácidos livres: cistina (2,9%), lisina, taurina, histidina, arginina, asparagina (2,9%), glicina, ácido aspártico, serina (32,0%), ácido glutâmico, treonina (30,4%), alanina, prolina (23,0%), tirosina, triptofano (3,3%), fenilalanina, metionina, valina (3,0%), leucina, isoleucina (2,5%).

Segundo Haard & Chism (1996), aminoácidos livres provavelmente contribuem para o sabor das frutas, podendo ser precursores de aroma.

Carotenóides

A cor amarela intensa do suco de maracujá deve-se aos pigmentos carotenoides. Leuenberger & Thommen (1972) em um estudo cromatográfico qualitativo identificaram os carotenoides da variedade roxa: α-caroteno, γ-caroteno, fitoflueno, β-apo-12'carotenal, β-apo-8'carotenal, criptoxantina, auroxantina e mutatoxantina. Mercadante et al. (1998) identificaram treze carotenoides do maracujá amarelo: ζ-caroteno (principal carotenoide), fitoeno, fitoflueno, neurosporeno, β-caroteno, licopeno, pró-licopeno, monoepóxi-β-caroteno, β-criptoxantina, β-citraurina, anteraxantina, violaxantina e neoxantina. Para a identificaηão foram utilizadas técnicas espectroscópicas (EM, UV-Vis, RMN 1H e 13C) e cromatográficas (CCD e CLAE- cromatografia líquida de alta eficiência).

O principal papel dos carotenoides na dieta humana é de serem precursores de vitamina A. Poucos carotenoides possuem esta atividade vitamínica, que é atribuída à estrutura retinoide (com anel β-ionona). O β-caroteno é o que possui maior atividade como pró-vitamina A. Os carotenoides pró-vitamínicos presentes em frutas e vegetais atuam como antioxidantes na prevenção do câncer, catarata, arteriosclerose e processos de envelhecimento em geral (Von Elbe & Schwartz, 1996; Barbosa-Filho et al., 2008).

Recentemente tem aumentado o interesse na presença de cis-carotenoides na dieta, pois a atividade pró-vitamina A do isômero cis é de 13 a 53% maior quando comparada ao trans-β-caroteno (Von Elbe & Schwartz, 1996). Godoy & Rodriguez-Amaya (1994) verificaram que no maracujα amarelo o trans-β-caroteno ι a principal pró-vitamina (4,7 µg/g), não sendo detectado isômeros cis. O valor de vitamina A foi de 78 equivalente de retinol/100 g da polpa da fruta, sem a separação de isômeros.

Sepúlveda et al. (1996) observaram que existem diferenças na cor do suco de P. edulis (variedade não especificada) em diferentes épocas de colheita. Observou-se que o conteúdo de carotenoides na colheita de inverno é mais alto do que no verão, gerando, portanto, sucos com cor mais intensa. Os frutos colhidos no inverno apresentam menor teor de sólidos solúveis e maior acidez do que os colhidos no verão. Estes fatores podem influenciar na síntese dos carotenoides, provocando variações na cor dos sucos provenientes de períodos distintos de colheita. As características de cor, sólidos solúveis e a acidez são fatores determinantes para a utilização do fruto em processos industriais.

Antocianinas

No gênero Passiflora, as antocianinas contribuem para o padrão de cores das flores e para a cor roxa intensa de alguns de seus frutos. No maracujá roxo, Pruthi et al. (1961) encontraram pelargonidina 3-diglucosídeo nas cascas dos frutos. Billot (1974) identificou 3,5-diglucosídeos e 3-glucosídeos das agliconas delfinidol, petunidol e malvidol, que ocorrem nas flores de P. quadrangularis.

Em 1997, Kidoy et al. estudaram os pigmentos antociânicos do fruto de P. edulis (variedade não especificada) e de P. suberosa. Os extratos metanólicos foram purificados em coluna com Amberlite XAD-7, separados em coluna com Sephadex LH-20 e analisados por CLAE. Análises por RMN e EM demonstraram a presença de cianidina 3- glicosídeo (97%) e cianidina 3-(6'-malonilglicosídeo) (2%) e pelargonidina 3-glucosídeo (1%) em P. edulis (variedade não especificada).

Vitaminas

Franco (1996) cita a importância do maracujá devido à presença das vitaminas A, tiamina, riboflavina e C (Tabela 3). Segundo Pruthi (1963), o suco é um dos mais ricos em niacina (vitamina B3). A vitamina C é talvez a mais investigada por ser um dos principais indicadores do valor nutritivo do suco. A variedade roxa, com 29,80 mg de ácido ascórbico/100 mL de suco em média, apresenta maior teor de vitamina C que a variedade amarela, que possui 20,0 mg de ácido ascórbico/100 mL de suco (Sepúlveda et al., 1996). Vinci et al. (1995) utilizando CLAE, encontraram valores superiores para o maracujá amarelo fresco, 64,78 mg/100g, o que permite considerar o maracujá como uma fonte adicional de vitamina C na dieta.

Pruthi (1963) analisou o ácido ascórbico em diferentes partes de P. edulis fo. flavicarpa, encontrando maior quantidade nas folhas (292,5 mg/100g). Entretanto, os mesmos autores reforçam que as variações dependem da idade da planta bem como de outros fatores agronômicos.

Zibadi & Watson (2004) relatam as vitaminas presentes em 100 g de suco do fruto do maracujá roxo: riboflavina ou vitamina B2 (0,1 mg), niacina ou vitamina B3 (1,50 mg), vitamina B6 (0,1 mg), folato ou ácido fólico (7,0 µg), vitamina A (717,0 UI), vitamina E (0,01 mg) e vitamina K (0,40 µg).

Substâncias voláteis

Devido ao seu "flavour" único e delicado, os frutos das espécies do gênero Passiflora têm sido assunto de intensa pesquisa, resultando na caracterização de centenas de constituintes voláteis, alguns presentes somente em baixíssimas concentrações (traços). Apesar disso, sabe-se que, por efeitos sinergísticos ou antagônicos, essas substâncias são extremamente importantes na composição do aroma do maracujá (Tocchini et al., 1994).

Na época da revisão de Pruthi (1963), somente os constituintes voláteis do maracujá amarelo (P. edulis fo. flavicarpa) tinham sido identificados, dentre eles apenas quatro ésteres. Em 1981, Casimir et al., em extensa revisão, listam mais de sessenta substâncias voláteis já identificados do maracujá roxo e amarelo. Segundo Whitfield & Last (1986) em meados da década de 80 já haviam sido identificadas aproximadamente trezentas substâncias. Mais tarde, Werkhoff et al. (1998) identificaram 180 novas substâncias no maracujá amarelo, dentre as quais quatorze ainda não haviam sido relatadas como de ocorrência natural no aroma. Utilizando CG capilar multidimensional preparativa, identificaram mais de cem substâncias voláteis contendo enxofre. Entretanto, somente 47 destas substâncias foram identificadas no maracujá amarelo, das quais 35 foram relatadas no "flavour" de uma fruta tropical pela primeira vez e 23 são novas substâncias. A distribuição enantiomérica de muitas substâncias quirais foi determinada por CG multidimensional enantioseletiva.

Os ésteres (alifáticos, aromáticos e terpenoides) são as substâncias voláteis mais abundantes, seguido por norterpenoides C13 e monoterpenoides (Murray et al., 1972; Narain & Bora, 1992). Como sumarizado por Whitfield & Last (1986) é a diferença na composição destas três classes de substâncias que diferencia principalmente o "flavour" das formas amarela e roxa.

Narain et al. (2004) analisaram as substâncias voláteis da polpa do maracujá (P. edulis fo. flavicarpa) usando headspace dinâmico e CGAR-EM. Foram identificadas 48 substâncias voláteis: ésteres (59,24%), aldeídos (15,27%), cetonas (11,70%) e álcoois (6,56%). Carasek & Pawliszyn (2006) fizeram a extração direta das substâncias voláteis do fruto de maracujá usando microextração em fase sólida por headspace (HS-SPME). Através de CG-EM foram identificadas 42 substâncias no aroma do fruto, a maioria terpenos e ésteres.

Engel & Tressl (1983a ) concluíram que alguns ésteres típicos da variedade roxa, p. ex., 2-heptila, 2-nonila, (Z)-3-hexenila, geranila, citronelila, além do acetato de (Z)-3-octenila, contribuem para a qualidade do "flavour" do maracujá roxo. Por outro lado, substâncias que contêm enxofre, especialmente 3-metiltiohexanol e 2-metil-4-propil-1,3-oxatiano, são consideradas como os constituintes responsáveis pelo impacto do "flavour" do maracujá amarelo (Winter et al., 1976; Engel & Tressl, 1991).

Tominaga & Dubourdieu (2000) relatam dois tióis voláteis (3-mercapto-3-metilbutano-1-ol e acetato de 3-mercapto-3-metilbutila), identificados pela primeira vez no suco do maracujá (P. edulis, variedade não especificada). Também foi identificado, por CG-EM, o precursor do 3-mercaptohexano-1-ol como S-(3-hexano-1-ol)-L-cisteina, que contribuem para o aroma do fruto.

Especial atenção tem sido dada à análise de substâncias quirais nas duas variedades de maracujá (Singer et al., 1986; Bernreuther et al., 1989). Os estudos de Tressl et al. (1985) mostraram diferenças na composição enantiomérica entre as variedades roxa e amarela. Por exemplo, na variedade roxa encontrou-se principalmente o R(-)-2-heptanol (92%), e na variedade amarela o enantiômero S(-) 82%. Schmidt et al. (1995) sintetizaram os edulanos I e II, componentes importantes do "flavour" do maracujá roxo, cuja distribuição enantiomérica foi estabelecida em extratos e destilados de diversas origens geográficas por meio de um acoplamento on-line multidimensional de CG-EM, constatando-se o predomínio da forma enantiomérica (2S). Na variedade amarela, o etil-3-hidroxibutanoato é principalmente o enantiômero S (82%), e na variedade roxa predomina o enantiômero R (69%).

Um outro tópico da pesquisa sobre o "flavour" do maracujá tem sido a formação de substâncias de aroma a partir de precursores não voláteis. Engel & Tressl (1983b) mostraram que no maracujá, em adição aos monoterpenos livres, havia também precursores polares não voláteis, predominantemente glicosídeos de álcoois monoterpênicos, linalol, nerol, geraniol e α-terpineol, alιm de derivados hidroxilados de linalol, os quais poderiam ser transformados em importantes componentes do aroma por reações físico-químicas (Chassagne et al, 1996b).

Finalmente, destaque deve ser dado à importante contribuição de norterpenoides C13 para o "flavour" do maracujá (Winterhalter, 1990; Chassagne et al., 1999). Trinta e dois norterpenoides foram identificados nas variedades roxa e amarela (Whitfield & Last, 1986; Winterhalter, 1990) incluindo cetonas intensamente odoríferas como a β-ionona e β-damascenona (Casimir et al., 1981). Muitos ιteres norterpenoides, os chamados edulanos (Murray et al.; 1972; Whitfield et al., 1973; Prestwich et al., 1976; Whitfield & Stanley, 1977; Whitfield & Sugowdz, 1979; Winter et al., 1979; Herderich & Winterhalter, 1991; Schmidt et al., 1995; Demole et al., 1979) e alguns hidrocarbonetos isoméricos, os megastigma-4,6,8-trienos, os quais somente ocorrem na variedade roxa, são considerados a chave do "flavour" desta variedade (Murray et al., 1972; Whitfield et al., 1977; Whitfield & Sugowdz, 1979; Casimir et al., 1981).

As pesquisas realizadas até o momento sobre os constituintes voláteis do maracujá restringem-se praticamente aos frutos. Buchbauer & Jirovetz (1992) estudaram o óleo essencial das folhas de P. incarnata L. por CG, CG-EM e CG-IV, e os principais componentes do óleo descritos foram: hexanal (1,4%), álcool benzílico (4,1%), linalool (3,2%), álcool 2-feniletílico (1,2%), éster metílico do ácido 2-hidroxibenzoico (1,3%), carvona (8,1%), trans-anetol (2,6%), eugenol (1,8%), isoeugenol (1,6%), β-ionona (2,6%), α-bergamotol (1,7%), fitol (1,9%) e dois αcidos graxos: palmítico (7,2%) e oleico (6,3%). Mais de 150 componentes minoritários também foram identificados.

Flavonoides

Os flavonoides encontrados em espécies de Passiflora são principalmente do tipo C-glicosídeos, nos quais os açúcares apresentam pouca diversificação, sendo o principal a glucose, e estão diretamente ligados ao núcleo aromático por uma ligação carbono-carbono resistente à hidrólise, apenas nas posições 6 e 8 do núcleo dos flavonoides (Jay, 1996). Os C-glicosídeos são menos solúveis em acetato de etila do que as agliconas de flavonas e podem permanecer na fase aquosa após hidrólise. Durante hidrólise ácida, podem sofrer isomerização formando misturas de 8-C-glicosídeos e 6-C-glicosídeos (Markham, 1982).

Os flavonoides apresentam vários efeitos biológicos e farmacológicos, incluindo atividade antibacteriana, antiviral, anti-inflamatória, antialérgica e vasodilatadora. Além disso, estas substâncias inibem a peroxidação lípidica e reduzem o risco de doenças cardiovasculares, efeitos estes relacionados à sua atividade antioxidante, caracterizada pela capacidade de sequestrar radicais livres em organismos vivos (Hollman & Katan, 1997; Hollman & Katan, 1999; Havsteen, 1983; Hollman et al., 1996; Cook & Samman, 1996).

A grande maioria dos trabalhos sobre os flavonoides do maracujá foi realizada em folhas e partes aéreas. Uma revisão destas informações foi realizada por Pereira & Vilegas (2000) abrangendo a literatura até 1999. Mais recentemente foram relatadas a atividade leishmanicida dos flavonóides de P. edulis Sims (variedade não especificada) (Bezerra et al., 2006) e a atividade anticonvulsante dos flavonóides de P. alata (Quintans Junior et al., 2008). Foram relatados poucos trabalhos sobre os frutos: Lutomski et al. (1975) relataram 1,0 mg% de flavonoides nas duas variedades de P. edulis, por cromatografia em papel e densitometria.

Mareck et al. (1990) identificaram por CLAE flavonoides C-glicosídeos no suco dos frutos do maracujá amarelo e no suco industrializado. Foram encontrados no suco dos frutos frescos os flavonoides: apigenina-6-C-glicosil-8-C-arabinosídeo (shaftosídeo, 1) em mistura com apigenina-6-arabinosil-8-C-glicosídeo (isoshaftosídeo, 2), isoorientina (3), orientina (4), isovitexina (5), luteolina 6-C-quinovosídeo (6) e luteolina 6-C-fucosídeo (7). No suco industrializado foi relatada a presença de (1), (3), (4) e (5).

 

 

Zeraik & Yariwake (2010) identificaram por CL-EM/EM os flavonoides: isoorientina e isovitexina, além disso, desenvolveram e validaram métodos para quantificação de isoorientina e flavonoides totais na polpa de P. edulis f. flavicarpa por CLAE-UV/DAD.

Zucolotto (2005) relatou a presença de flavonoides C-glicosídeos no pericarpo, mesocarpo e na casca dos frutos maduros de P. edulis f. flavicarpa, flavonoides com comportamento cromatográfico (CCD) semelhantes a (3) e (4).

Os flavonoides relatados nas cascas do maracujá roxo também foram descritos. Ichimura et al. (2006) analisaram por CL-EM/EM as cascas de P. edulis (variedade não especificada), encontrando os flavonoides luteolina (8) (20,0 µg/g) e luteolina-6-C-glicosídeo ou isoorientina (3) (20,0 µg/g), além do ácido γ-aminobutírico (GABA, 2,4 mg/g). Zibadi et al. (2007) relataram que os três principais constituintes da casca do maracujá roxo são: cianidina 3-O-glicosídeo, quercetina 3-O-glicosídeo (9) e ácido edulílico. Substâncias minoritárias encontradas (<1%) foram: catequina, epicatequina, kaempferol 3-O-glicosídeo (10), kaempferol (11), luteolina-8-C-neohesperosídeo (12), luteolina-8-C-digitoxosidio (13), ácido protocatéquico, quercetina (14) e prunasina. As análises foram realizadas por CLAE-UV/DAD.

 

 

Alcaloides

Os alcaloides presentes em Passiflora são do tipo indólico. Os alcaloides indólicos compreendem o segundo grande grupo de alcaloides atualmente conhecidos. Muitos têm valor na medicina como tranquilizantes e no tratamento da hipertensão (Harborne & Baxter, 1995).

Lutomski & Malek (1975) estudaram P. edulis Sims (variedade não especificada) e compararam o teor de alcaloides harmânicos nos diferentes órgãos vegetais, verificando que o maior teor ocorre nas folhas. Em P. edulis fo. flavicarpa foi verificada a presença de alcaloides (expressos em harmana) em todas as partes, exceto nas raízes (Lutomski & Malek, 1976).

Apesar do grande uso popular do suco de P. edulis fo. flavicarpa no combate à ansiedade, depressão e insônia, apenas um trabalho relatou a presença de alcaloides responsáveis por este efeito calmante atribuído ao suco. Lutmoski et al. (1975) investigaram o conteúdo de alcaloides no suco de P. edulis fo. edulis (0,012 mg%) e em P. edulis fo. flavicarpa (0,7 mg%), utilizando cromatografia em papel, densitometria e identificaram os alcaloides harmana (15), harmina (16), harmol (17) e harmalina (18), utilizando o reagente de Dragendorff (que pode fornecer resultados falso-positivos). Por isso, ainda são necessários estudos com técnicas mais apuradas para confirmação destas substâncias no suco.

 

 

Dhawan et al. (2004) citam em sua revisão que alcaloides β-carbolínicos presentes nas folhas de P. incarnata foram determinados quantitativamente por CLAE com detector de fluorescência. Uma explicação para os valores discrepantes encontrados da literatura (Dhawan et al., 2004) deve-se em parte às metodologias aplicadas na quantificação destas substâncias. Além disso, pode-se considerar como fatores de variação do teor alcaloídico em drogas vegetais: os órgãos empregados, a época e o local de colheita.



  • O cânhamo contra as lagartas das couves

  • Para livrar as couves e outras plantas hortenses de serem roídas pelas lagartas, aconselha a “Revue Horticole” semear o cânhamo* nas hortas, em volta dos canteiros onde se cultivam aquelas plantas.
    O cheiro desagradável que exala o cânhamo parece que faz afugentar aquela praga, que tantos estragos causa nas couves, repolhos e outras plantas das hortas.

    Jornal Horticolo-Agricola, Dezembro de 1906

    * Não sei é ilegal a cultura do cânhamo em Portugal. A Wikipedia diz que era desde 1971 mas que essa lei foi revogada pela UE, que inclusivamente subsidia a sua cultura.

    Outros artigos de interesse

    • Coentros e anis contra o pulgão-lanígero-das-macieiras
    • A minha observação sobre insecticidas caseiros contra os afídios
    • Plantação de árvores não adicionando matéria orgânica
    Share on FacebookShare on Google+Tweet about this on TwitterPin on PinterestShare on TumblrEmail this to someone

    45 Responses to “O cânhamo contra as lagartas das couves”

    1. cerveira pinto

      Caríssimo
      O cultivo do cânhamo em Portugal é legal (tal como em toda a comunidade europeia) e subvencionado, como dizes. No entanto temos que ter em consideração que a estirpe tem de provir de semente devidamente certificada de forma a que esteja garantido que o teor de THC (toxicidade) seja inferior a 0.3. É uma planta com qualidades, no mínimo, impressionantes. Por exemplo: pode render entre 4 a 5 vezes mais pasta de papel que uma área equivalente de floresta (ou eucaliptos). Como é uma planta anual não obriga a monocultura, podendo até ser integrada com vantagem, na rotação agrícola. Produz duas a três vezes mais fibra textil que uma área igual de algodão, mas sem necessidade de utilização de pesticidas ou herbicidas, podendo por isso ser um produto 100% biológico, tornando as roupas particularmente indicadas para as crianças. A semente fornece óleo de alto valor nutritivo, rico em proteínas, vitamina B e ácidos insaturados, inclusive o ácido linoleico, sendo por isso um excelente óleo alimentar. O óleo é também usado frequentemente no fabrico de cosméticos. Os desperdícios podem ser usados como material de construção (reboco de paredes, isolamento térmico, etc…), biomassa, plástico (!!), etc. Trata-se ainda de uma das primeiras plantas medicinais a ser usada pelo Homem, sendo o ÚNICO medicamento eficaz no tratamento do glaucoma e permite tratar outras doenças, como as náuseas da quimioterapia, a esclerose múltipla, paralesias graves, asma, depressão, etc… Isto, note-se, com uma toxicidade relativamente baixa, se comparada com os medicamentos químicos e convencionais.
      Supõe-se que tenham sido os romanos a introduzir o cultivo do cânhamo para Portugal e é no período dos Descobrimentos que o cultivo atinge o seu auge, pois com a fibra extraída da planta eram fabricadas as cordas e velas dos navios. Cai pposteriormente num período de esquecimento, tendo ressurgido no período do Estado Novo, que em 1937 relança o seu cultivo com uma campanha de produção intitulada “Pró-Cânhamo”. O cultivo mantém-se até 1971, altura em que, graças a pressões internacionais, nomeadamente dos EUA, o seu cultivo é proibido.
      No entanto sabemos que o cultivo do cânhamo foi permitido nos EUA durante a segunda guerra mundial, para facilitar a produção textil de material de guerra (fardas, tendas, cordas, etc…), tendo sido lançada uma campanha que se intitulava “Cânhamo para a Vitória”. Com o fim da guerra voltou a ser proibido (!!). As próprias calças “Lewi’s” (passe a publicidade) eram inicialmente feitas de cânhamo e a primeira campanha publicitária dizia: “Umas calças para toda a vida” (Num mundo consumista percebe-se muito bem porque falhou o seu fabrico neste material…)
      O cânhamo é cultivado em todos os continentes e está a ressurgir na Europa, com especial incidência em França, Alemanha, inglaterra, Espanha, Holanda, Áustria, etc…
      Em Portugal há uma empresa chamada “Cânhamo de Portugal”, devidamente certificada (desde 1999) que comercializa (e produz) diversos produtos em cânhamos, desde materiais de construção, produtos alimentares, vestuário, cosméticos, sementes, etc…
      Há relativamente pouco tempo um dos directores desta firma deu uma aula prática na Faculdade de Arquitectura do Porto, à qual assisti, sobre a fabricação de tijolos feitos à base de cânhamo.
      É isto o que posso dizer – e acho que dá muito que pensar.
      Abraço
      Manuel da Cerveira Pinto

    2. José Rui Fernandes

      De facto, sei pouco sobre o cânhamo e é algo que vale a pena ser investigado brevemente.
      Obrigado pelo extenso e informativo comentário.

    3. Filipe

      Excelente o primeiro comentário, se quiseres plantar canhamo legal, de um modo rápido,podes ir a uma loja de pássaros, vende-se canhamo em semente separada, normalmente para os canários cantarem melhor. Numa mistura normal de canários são as sementes mais grossas que estão na mistura.

    4. Filipe

      Da wikipedia

      O cânhamo (Cannabis ruderalis) é uma planta da família Cannabaceae, diferindo da Cannabis sativa e da Cannabis indica pelo baixo teor de um princípio ativo conhecido como THC (tetraidrocanabinol).

    5. Filipe

      O canhamo dos canários , claro que é o primeiro

    6. Ines Amara

      Nem sei como começar a responder.. Entristece-me que em 2007 ainda seja generalizada a ideia de que o cultivo e transformação do Cânhamo são ilegais em Portugal.
      O facto de Cannabis e Cânhamo, serem plantas da mesma espécie ou origem, cada uma delas se integra em legislação completamente diferente.
      Existe uma legislação Portuguesa para drogas; existe uma legislação Comunitária para produção de Cânhamo.
      O facto de Cannabis e Cânhamo, serem plantas da mesma espécie ou origem, cada uma delas se integra em legislação completamente diferente.
      No entanto, por uma questão de diferenciação, entre o que é uma, e o que é outra, exige-se um controlo de THC e respectivos intervenientes. O que é perfeitamente aceitável.
      Sendo cada uma delas diferentes, e dado que cada uma delas tem licitudes e leis completamente distintas, o que temos de fazer é, separar o que é “droga” do que é Cânhamo.
      Sendo que, este último, tem legitimidade para ser cultivado, transformado e comercializado de acordo com a legislação Comunitária (esta sobrepõe-se a qualquer legislação de cada estado membro, sempre que exista conflito entre ambas), sendo por isso licito qualquer acto decorrente de uma cultura prevista nos regulamentos atrás referidos, nomeadamente os RCE (regulamento das Comunidades Europeias) Nº 619, 1164 e pelas várias alterações que posteriormente lhe foram introduzidas.
      Assinala-se que o cânhamo é um ingrediente admitido em muitos produtos alimentares; aliás a produção de cânhamo (Cannabis sativa, L.) de variedades com um teor de tetrahidro canabiol (THC) não superior a 0,2% é autorizada no espaço europeu, sendo inclusivamente objecto de ajudas.
      ….

      É com prazer que assinalo aqui para todos os interessados que em breve teremos no nosso site http://www.canhamo-pt.com TODA a informação necessária para quem quer cultivar o cânhamo em Portugal (e apoio dentro das nossas possibilidades). Serão Manual do Cultivo do Cânhamo… de 2007!
      Fazemo-lo com a sublime e essencial ajuda do gerente da conhecida ex-CÂNHAMO Portugal LDA (Augusto Teixeira) e temos como objectivo continuar a sua missão e ajudar ao renascimento desta cultura em Portugal, que como diz aqui muito bem o Manuel da Cerveira Pinto foi uma das maiores culturas não só neste País como no mundo. Afinal, sem exageros, o Cânhamo é uma planta que pode mesmo ajudar a salvar o nosso Planeta. Comecemos por Portugal.

      Teremos também em breve à venda as sementes legais para a dita plantação (por enquanto o que temos é para a alimentação humana (que como podem ver é excepcional), cosméticos e roupa/acessórios.

      Temos muita informação no site mas estamos sempre dispostos a responder a qualquer outra pergunta.

      info[arroba]canhamo-pt[ponto]com

      Saudações biológicas
      Por um mundo melhor e um Portugal alerta, e são.

    7. José Rui Fernandes

      Entristece-me que em 2007 ainda seja generalizada a ideia de que o cultivo e transformação do Cânhamo são ilegais em Portugal.

      Parece-me uma dúvida legítima para quem não está dentro do assunto.
      Felizmente, com os comentários de todos, sei bastante mais do que sabia há uns dias.

      Ficamos à espera da informação sobre o cultivo — mas o cultivo por si só não resolve nada, quem transforma a matéria prima nos produtos mencionados? Tanto quanto sei, Portugal não tem essa indústria.

    8. Ines Amara

      Caro José Fernandes
      Não era de maneira alguma uma critica pessoal… Perdoe se a levou assim.
      Era sim uma crítica ao País em que vivemos…
      Desde pelo menos 1998 que o dito Augusto Teixeira da Cânhamo Portugal Lda anda a tentar reavivar a cultura em Portugal. Todos conhecemos o triste acontecimento da prisão dos agricultores devidamente certificados e subsidiados em 98, pela ignorância das autoridades. E nós continuamos a ter que constantemente explicar que o Cânhamo não só é legal como apoiado na UE…. e que a roupa não se fuma… etc.etc.

      A Cânhamo Portugal Lda já não está activa mas a paixão do dito Augusto Teixeira e o seu conhecimento estão muito activos! (deve ter sido ele ao qual o Cerveira Pinto se refere que deu uma aula na Faculdade de Arquitectura do Porto).

      O nosso objectivo é levar esta paixão nossa e do Augusto Teixeira entre outros, à acção.

      Há muita coisa que se pode fazer com o cânhamo mesmo sem indústria de transformação. “Livrar as couves e outras plantas hortenses de serem roídas pelas lagartas… – José Fernandes”, compostagem, “Como é uma planta anual não obriga a monocultura, podendo até ser integrada com vantagem, na rotação agrícola… – Cerveira Pinto”, e até alimentação para humanos (neste caso as sementes que podem ser transformadas em leite ou óleo ou mesmo comidas directamente, torradas, cozinhadas, feitas em farinha, e mesmo as folhas secas para chá – ver propriedades Ómega 3 e 6 nível proteico etc., no nosso site http://www.canhamo-pt.com [Nota do ed.: Este link está desactivado]. O Cânhamo também é um excelente alimento para alguns animais e óptimo para cama para gado, além de ser relativamente fácil a sua transformação para materiais de construção. E claro não esquecer a energia biodiesel…

      No entanto estamos a criar um projecto no qual acreditamos e que tem grande potencialidade para ir para a frente que incluirá o cultivo e a transformação têxtil no Alentejo. Há já câmaras no norte que têm um projecto para uma fábrica de fiação do cânhamo e do Linho (não posso dizer quais pois ainda não estão oficializados), e gostaremos de ir mais além com a transformação para alimentação. Os cosméticos para nós é mais complicado mas esperemos que alguém em Portugal se interesse nesse campo também (o cânhamo tem propriedades extraordinárias para a pele e cabelo/couro cabeludo – mais informação no nosso site http://www.canhamo-pt.com [Nota do ed.: Este link está desactivado])

      Existe em Portugal quem cultive e faça as suas roupas de cânhamo, quem cultive para o seu consumo alimentar, e ate existe quem faça papel de cânhamo (neste caso usam o cânhamo já em tecido http://www.moinhodacarvalhagorda.pt/ )

      A dificuldade da transformação do cânhamo não é tanta como se pensa. É necessária a vontade, e que… não sejamos mais uma vez presos por ignorância das autoridades. Por essa razão o nosso projecto começou “ao contrário”: importamos produtos biológicos provenientes do Cânhamo do mercado UE para mostrar e explicar aos portugueses que não só existe como é legal e óptimo para a nossa saúde e para a saúde do planeta.
      A fase a seguir é ter o MANUAL do cultivo e ajudar quem quer cultivar.
      Ao mesmo tempo trabalhamos para que a indústria de transformação venha a ser brevemente uma realidade.

      Esperamos vir a contar consigo!
      Vamos estar na TERRA SÃ da Agrobio de 18 a 20 deste mês de Maio. Aí esperamos já ter as sementes para cultivo e pelo menos a informação mínima para ajudar quem quer cultivar.

      Aproveito para lhe agradecer, José Fernandes, por este blog e para pedir ao Cerveira Pinto para usar alguma da sua informação no nosso site, e para nos contactar pois parece-me que é mais um que sabe bastante desta maravilhosa planta. Ou que se interessa, como nós.
      Saudações biológicas

      Inês Amara

    9. José Rui Fernandes

      Não era de maneira alguma uma critica pessoal… Perdoe se a levou assim.
      Era sim uma crítica ao País em que vivemos…

      Não levei — neste caso eu levantei a questão da legalidade. Mas quando se ouve falar do cânhamo é em termos depreciativos ou relacionado com actividades ilícitas (refiro-me aos media). Em resumo, a informação é nula.

      O que me referia, era em termos industriais. Qualquer um pode ter meia dúzia de plantas e usá-las para espantar largartas da couve, chá ou o que seja. O problema está em rentabilizar a cultura, que é única forma de a popularizar.

      Não posso ir à Terra Sã, mas estou bastante interessado neste assunto.

    10. cerveira pinto

      Caríssimo
      Nunca pensei que este tema iria ser tão apreciado e comentado… De facto não se entende tanto desconhecimento e preconceito. Ou por outra, talvez se entenda se se começar a pensar que os maiores produtores de fibras têxteis optaram por outras soluções que não o cânhamo, como por exemplo o algodão. Não estando a querer defender a “teoria da conspiração” parece-me óbvio que não querem abdicar de serem os líderes mundiais dessa produção, nem gastar milhões na reconversão do sistema, mesmo se isso acarreta resultados tão catastróficos como “o maior desastre ambiental do planeta” que é o Mar de Aral.
      Por todos os motivos (melhoria do canto dos canários inclusive…) o cultivo do cânhamo deveria ser incentivado, e é-o na realidade, pois a Comunidade Europeia financia cerca de 2.000 € por hectar de cânhamo devidamente certificado!!!… No entanto, não é difundido e apenas se vê plantar eucaliptos por todo o lado, contribuindo-se assim alegremente para a desertificação cada vez mais acelerada da península.
      Há pois que repensar tudo isto, urgentemente e divulgar para a mudança. Vou fazer um pequeno artigo no “Boassas” (http://boassas.blogspot.com) – perdoa a publicidade – sobre este tema.
      Abraço e até breve
      Manuel

    11. Ines Amara

      Caro José Rui Fernandes

      Como disse no início o reavivar da cultura do Cânhamo em Portugal (que já foi em tempos obrigatória neste Pais!), tem sido alvo de várias investidas (desde a renovação da sua legalidade e apoio da UE). A mais significativa foi, e continua a ser, a da Cânhamo Portugal na pessoa do Augusto Teixeira.
      Existe, como lhe disse, um projecto em aprovação para uma fábrica de fiação de linho e cânhamo no norte e nós, a Elo Biológico, estamos aqui no Alentejo a trabalhar num projecto que incluirá o cultivo, transformação, fiação, e produção de uma linha de vestuário (e acessórios) ecológica portuguesa.
      Há no entanto já a possibilidade de transformar o Cânhamo ou seja, de soltar a fibra do Cânhamo cá em Portugal e depois usá-la para vários fins, desde cama para gado a fibra a biodiesel, a materiais de construção etc. Também já há um projecto (que não posso ainda falar) de uma casa feita de cânhamo.

      Temos que ser pacientes e cautelosos para que não vá tudo por água abaixo… ou “para trás das grades”… mas estamos a trabalhar para fazer disto uma realidade.

      No nosso site temos um Cartoon que é justificativo (embora o Cânhamo não seja ilegal aqui mas sim nos EUA, como mencionou o Cerveira Pinto): http://www.canhamo-pt.com/shop/contents/media/CANHAMO_joke.jpg

      Na realidade o Cânhamo NÃO interessa ao poder económico. É perfeito demais e substituiria tanta indústria que para as grandes potências é bom continuarem a alimentar o Tabu da Droga-Loucura-Morte!

      E aqui em Portugal, por muito que seja legal e subsidiado… há uma grande falta de vontade dos altos poderes para abrirem as portas a esta planta! Nem calcula o que temos que aguentar e passar para estarmos nas feiras biológicas… nem ao que temos que responder diariamente…e há poucos distribuidores interessados em apostar no cânhamo por… medo! Podemos mostrar-lhes todos os certificados… e mesmo assim…

      A verdade é que antes de mais, como disse atrás, temos que ser pacientes e cautelosos. INFORMAÇÃO INFORMAÇÃO INFORMAÇÃO… é a nossa aposta. Primeiro temos que INFORMAR os portugueses… só depois será viável o mercado, não concordam?

      É lógico que tem que haver transformação para haver um cultivo lucrativo. Até lá, como disse, saber que é legal já é quase suficiente para começarmos aos poucos. Pelo menos sabe que pode usá-lo na sua horta para as lagartas.

      Estamos à espera de completar o tal manual do cultivo que incluirá as possibilidades de transformação e portanto escoamento das produções. Fique atento ao nosso site e pelo nosso lado não nos esqueceremos de si.

      E Cerveira Pinto: agradeço que continue a discussão no seu blog. Ate breve!

      Abraço
      Ines

    12. José Rui Fernandes

      Cara Inês, o que eu digo é — não se esqueçam do aspecto comercial. Senão podem acontecer duas coisas que já aconteceram vezes sem conta, primeiro por muita boa vontade que tenham, chega o dia em que é mesmo preciso pagar as contas ou fechar a porta; segundo, se tudo se tornar viável por via da tal informação, rapidamente um “tubarão” toma conta do negócio se o caminho estiver livre (e de facto mesmo que não esteja, como se está a verificar nos produtos biológicos, agora que o mercado começa a ficar maduro).

      Concordo que há falta de informação, como se viu eu próprio sou vítima disso, mas não sou grande exemplo, sei pouco.
      Não compro essa teoria que o cânhamos não interessa ao poder económico. Se é assim tão viável, mesmo que não interesse a uma série de lobbys — indústria do algodão, química, etc –, isso não devia de ser impedimento de nascerem outras indústrias paralelamente. No meu entender, o principal obstáculo está ultrapassado que é a legalidade. E até há subsídios.

      Outra questão é a diferença entre cultivo e produto final. Tudo bem a informação, acho que sim. Mas se no momento o cânhamo tem má imagem, para quê insistir nisso? Se eu fabricasse roupa para crianças de cânhamo (como referido), colocaria esse facto em letras pequenas, nunca em letras garrafais. Se a imagem fosse mudando e o mercado começasse a aceitar como alternativa ao algodão (por exemplo), aí sim.

      Basicamente, mesmo ainda sendo um ignorante no assunto, acho tudo muito interessante e a planta maravilhosa.
      Tenho a certeza que não faltará quem queira cultivar se houver quem transforme — e havendo quem transforme os clientes aparecem, seja com a palavra “cânhamo” no rótulo ou não. Além disso, para muitos produtos mencionados é completamente indiferente se é cânhamo ou outra coisa qualquer — biodiesel, pasta de papel, óleos industriais, etc.

      Ora bem, preciso de meia dúzia de sementes para experimentar… Onde as posso arranjar? As dos canários serão viáveis? Preferia coisa certificada e com nome.

      Cá para nós, eu ia experimentar de qualquer forma… Quando disse ao meu pai aquilo das lagartas, ele perguntou logo se queria a polícia à porta… E eu perguntei-lhe se estava a pensar em denunciar-me…
      Tem piada, mas a questão do ilegal está muito enraizada (passe a alegoria). Mas eu experimentava na mesma — era por uma boa causa.

    13. Gabriela

      :-)

      Que ideia fabulosa! Levo cannabis sativa ‘a minha mae e digo-lhe que é bom para as lagartas das couves.

      Que fixe!

      Este blogue é cheio de boas ideias. Obrigado!

    14. José Rui Fernandes

      Não sei o que andas a aprender lá pelas germânias Gabriela…

      Este blogue é cheio de boas ideias.

      Ah, isso é verdade! :)

    15. Gabriela

      Digamos que a minha mae se tornaria altamente popular entre vários amigos meus.

      Eu andei a passar-lhe as tuas dicas. Ela está a gostar. Parece que tens outra fa. Eu sou o intermediário (if you know what I mean).

      :-)

    16. Ines Amara

      Bom dia José Fernandes

      1- Podes-nos comprar as sementes certificadas. As dos canários não estão certificadas nem sei se podes semear algo com elas. Estamos só à espera de as ter a partir do tal Augusto Teixeira da Cânhamo Portugal. Esperamos estar já a vende-las na TERRA SÃ. Se queres ir pelo seguro e pela legalidade, aguarda só mais este bocado, pelas sementes e pela informação sobre como as cultivar.
      2- Acho que interessa sublinhar que é de Cânhamo que os produtos são feitos, porque não conheço outra planta na natureza com esta diversidade e potencialidade, e sendo uma planta tão simples de cultivar e tão pouco exigente, que dá tanto em troca por tão pouco… parece quase uma dádiva da natureza. Acredito mesmo que se possa fazer uma economia sustentável somente à base de Cânhamo… e com os recursos todos a esvair-se não é fantástico ter isto em mente? O Cânhamo já foi obrigatório em períodos de seca e fome… não digo muito mais pois começo a parecer fundamentalista… quando o que prefiro ser é alerta. Estamos só a trabalhar em alternativas para o caos ecológico onde nos metemos. O Cânhamo é um óptimo começo.
      3- Acho que também respondo à tua preocupação em termos de viabilidade económica. Não somos utópicos, mas há que haver paixão e sacrifícios a fazer para termos um planeta mais saudável.
      Se queres uma resposta clara e honesta é Não: Apostar no Cânhamo não é ainda neste país um bom investimento económico. Só um bom investimento ecológico. Por enquanto ainda vivemos num mundo onde se tem que escolher entre os dois.
      Abraço amigo
      Inês

    17. José Rui Fernandes

      Vou esperar então — agora era bom porque decerto germinariam. Deve ser a época.

      Acho que interessa sublinhar que é de Cânhamo que os produtos são feitos, porque não conheço outra planta na natureza com esta diversidade e potencialidade, e sendo uma planta tão simples de cultivar e tão pouco exigente, que dá tanto em troca por tão pouco… parece quase uma dádiva da natureza.

      Uma coisa leva à outra. Há o efeito surpresa de descobrir que algo é feito de cânhamo que também tem piada.
      Como disse, eu num negócio de cânhamo, hoje, não insistia muito no assunto. Andava em paralelo — ia tratando de vida enquanto informava. Uma não impede a outra.

      Ora bem, conheço muitos negócios de nicho em que as pessoas conseguem ter bons rendimentos e uma boa vida. Acho o cânhamo muito parecido com o negócio Izzy Lane que já tinha referido no blogue — salvam as ovelhas, produzem peças de roupa com teares com mais de 100 anos…
      A transformação seria essencial — por exemplo têxtil. Era preciso quem extraisse as fibras, quem as fiasse, estilistas e fabrico — e comércio. Não faltam fábricas têxteis falidas, decerto há máquinas a preço minúsculo. Mas já se sabe que para estes factores todos, os astros têm de andar mesmo muito alinhados.

      Sobre a paixão e sacrifícios, também já não tenho essa esperança. Primeiro, porque não é a paixão e sacrifício de meia dúzia que vai fazer a diferença. Segundo por isto. E cada dia que passa estou mais pessimista.
      Mas não deixo de tentar melhorar as minhas atitudes por isso. É só constatação de factos.

    18. Pesetas

      Épa pa mim o unico problema daquilo é o baixo teor de THC… Plantem as da alpista, eu tou a plantar, e quando nascer os cabeços, deixa la ver se o teor de THC é assim tao baixo…

      “Why you drink and drive,when you can smoke and fly?”

    19. Antonio Mello

      Saudações !

      A cultura do cânhamo nas espécies com baixo teor de thc (tetrahidocanabinol) é um recurso natural legal e até subsidiado pela UE, porque o fenótipo é idêntico ao das espécies alucinogénicas, que de resto é melhor, que o ópio ou a cocaína, é uma planta “maldita” que devia ser acarinhada em Tugal pois poderia ser a solução económica e financeira do país. A cultura é muito fácil, em terrenos com bastante agua, as sementes para os periquito são fiáveis, mas escusam de plantar para dar “moca”.

    20. pedro sá

      gostaria que me enviassem informação sobre o cultivo de canhamo industrial,é em estufa ou uma cultura normal?
      E o esquamento do produto é garantido,há compradores que se possam contactar? Faço estas perguntas pois estou com um projecto de plantação de canhamo cá em Portugal e toda a informação que poder recolher é-me útil.

    21. José Rui Fernandes

      Caro Pedro Sá, está num projecto de plantação de cânhamo em Portugal e não sabe sequer se é em estufa ou “cultura normal”? E quer saber se o escoamento é garantido? A única coisa que há garantida neste Mundo, é a morte.
      Não precisa de informação, precisa de estudar a lição antes de começar a fazer perguntas. E não as faça a mim que de cânhamo não sei nada.

    22. isabel

      Referiram apoios à plantação, a existência de subsidios. Como é possivel obtê-los para a plantação de canhamo?

    23. José Rui Fernandes

      A página canhamo-pt parece que não vingou, mas encontrei este texto com alguma informação.

    24. luis simões

      cordiais saudaçoes… quer-me parecer a mim que,encontro neste blog,pessoas minimamente informadas em relaçao ao respectivo assunto(…)e,como tal,gostaria de expÔr a seguinte situaçao:possuidor de varios hectares de terreno,com alguns dos mesmos em situaçao de «baldio» que pretendo rentabilizar.possuidor de capital destinado a rentabilizaçao dos ditos. perguntas:existe algum tipo de incentivo de cariz europeu(monetario)em relaçao à plantaçao e/ou produçao?quais as condiçoes para poder aceder aos mesmos?qual a documentaçao nessecaria?o que plantar,para obter o que?como plantar?como armazenar?como cultivar?que mercado existe?(compra venda)gosta que algem,se possivel credenciado,me podesse informar…

    25. José Rui Fernandes

      Caro Luis Simões, tendo em consideração o que tenho lido, o melhor era dirigir-se a uma delegação do ministério da agricultura, de preferência pessoalmente. Note que a transformação que eu saiba, não está assegurada cá — teria de exportar a produção. Não parece um processo totalmente fácil, mas na agricultura não há nada fácil.

    26. maximiliano carvalho

      no dia 29-4-2009, na rtp2, na biosfera, deu um programa sobre o canhamo industrial, onde se falou das tentativas da gnr de destruição das culturas.foi uma estoria mal contada ao estilo dos coitadinhos, porque não é proibido semear canhamo em portugal com thc inferior a 0.3, nem o salazar se atreveu a proibir tal e muito menos a democracia, quem proibe são os ignorantes, ao não dizerem que canhamo Thc < 0.3, é o linho dos nossos avôs.que é cultivado no norte no minho e douro litoral região de vouzela, campia etç, só foi referido o seu cultivo na estremadura. de lamentar o achaques do sr engenheiro lince que demonstrou uma ignorancia atroz apesar de ser do ramo.
      assim é preferivel não entrevistar essa gente. melhor era entrevistar lavradores, velhotes ex-linheiros, professores como os de eb campia, etç sabem mais que o sr ex- governante que de linho vale zero, uma vergonha.
      eu pessoalmente ainda me lembro do cultivo do linho e das suas belas flores azuis, em vila meã amarante.
      tambem poderiam dizer que o linho é o canhamo, assim estavam a falar para o povo e não para os intelectuais de prateleira.
      sem mais

    27. José Rui Fernandes

      O linho é o linho. O cânhamo é o cânhamo. Que queira dizer que das fibras do cânhamo se fabricam tecidos, é outra coisa.

    28. Paulo Grilo

      Boas, o cânhamo uma das sementes que eu gasto todos os dias e pelo que li aqui, cheguei á conclusão o porque de ser tão caro, ando a comprar 1kg a 4.5 euros, e o Sr. Da loja esta sempre a dizer hoje só tenho este pacotes como sabe isto é proibido e o fornecedor esta a vender mais caro… e gasto muito desta semente porque sou criador de Canários e Fauna europeia e quando faço engodo para a pesca á carpa e barbos já junto 2 kg de cânhamo moído o qual tenho que o moer, porque o Sr. Da loja diz que o cânhamo moído é muito mais caro e só por encomenda.
      Mas vou imprimir aqui algumas coisas e vou levar para mostrar ao Sr. Da Loja.
      Desde já MUITOS PARABENS POR ESTE MANIFICO BLOG:
      Cumprimentos:
      P.GRILO

    29. Artur Correia

      Estou a pensar em cultivar cânhamo, só que não sei a quem vender nem se será economicamente viável. Será que alguém consegue ajudar-me?

    30. José Terra

      Estou muito interessado nesta temática, desde já os meus parabéns pela vossa luta, que espero ser também a minha muito em breve.
      Ate breve, na alfandega do Porto.
      Cumprimentos.
      José Terra

    31. hugo direito

      boa tarde , sobre esta tematica tenho algumas duvidas , visto a minha experiencia nao ser nehuma nesta materia de canhamo, mas pelo que tenho vindo a ler em livros e na web , e um recurso do futuro e uma planta com caracteristicas imensas ,mas as minhas duvidas residem praticamente sobre o como plantar e onde buscar as sementes omulgadas ? se bem que ja encontrei na web , um site da sensiseeds qe vende sementes de hemflax , de canhamo industrial e o respectivo certificado da UE , mas sera qe tb servem para portugal? e para cultivo de canhamo particular sem grandes dimensoes , que burocracia sera necessaria ou onde me tenho de dirigir ? e se necessario tb exportar para espanha , visto la terem industria transformdora , como proceder ? e se possivel quais os gastos a pensar ? despeço me como os melhores cumprimentos e a continuaçao do excelente trabalho obrigado ..

    32. José Carvalho

      mas sem necessidade de utilização de pesticidas ou herbicidas, podendo por isso ser um produto 100% biológico

      Parabens e obrigado, mas
      Tem a certeza disto?
      Um ser vivo imune a pragas e doenças???
      E já agora, penso que será preciso autorização tanto pra plantar 1 campo de futebol como meia duzia de plantas
      cuidado.

      cumps

    33. José Rui Fernandes

      Sim, julgo que não se pode plantar à balda. Mas há sementes aprovadas com baixo teor das substâncias… problemáticas. Mas nunca aprofundei este assunto.

    34. André

      muito boa tarde.

      Fico muito satisfeito por saber que existem pessoas neste país que sabe alguma coisa sobre o principal recurso natural renovável da terra, que tem inúmeras aplicações. Muitas vezes pergunto.me a mim se nem mesmo para salvar o mundo esta planta poderá ser plantada por todos nós em terrenos e quintas familiares? será o cânhamo o mercado novo? Mas tudo isto já foi feito porque não resultou? henry ford construiu o seu automóvel a partir de fibras vegetais (40% fibra de cânhamo), nessa mesma altura o seu rival Rockefeller( John Davison Rockefeller- transformou uma das maiores empresas de petróleo)como neste caso e muitos mais, estes grandes monopólios assim como industrias papeleiras e de petroquímicas(dupont etc…) tinham que proteger os grandes investimentos caso o cânhamo fosse legal perderiam milhões. Conseguiram fazer a lei da taxação da marijuana/cânhamo baseando-se sempre na “ciência rasca” e subornando os políticos etc… conseguindo acabar com toda a economia-natural, onde há um ciclo sustentável e renovável. Acho que antes de começar a plantar cânhamo, deveria-mos todos mudar a mentalidade das pessoas, de dar a conhecer os benefícios que ela nos traz, desde a nível económico a ambiental. Sugiro que comprem o livro “O Rei vai nu”, o cânhamo e a conspiração da marijuana de jack herer. Em tempos atrás alguém sabe qual foi a capital portuguesa da cannabis?
      Gostaria de dizer ao Sr. José rui Fernandes que uma das minhas principais fontes de alimentação são as sementes de cânhamo, que infelizmente tive que mandar vir da Holanda.
      Sem mais assunto os meus cumprimentos.

    35. c.isabel vieira

      Bom dia

      comentários:
      toda esta temática é fascinante, acho que a preocupação em salvar o planeta, deveria ser o principal objectivo de todos nós, mas infelizmente estamos muito concentrados em problemas menores do nosso dia a dia.
      não me parece que a ideia de informar o cidadão comum sobre as vantagens de plantar cânhamo tenha grande interesse.
      o cidadão comum quer bom produto a preço em conta.`é isso que os “iluminados” têm de conseguir meter no mercado, com muito cuidado para que a “oposição” não os destrua.

      gostaria que alguém me informasse sobre as seguintes questões:

      o manual da plantação de cânhamo já existe?
      onde adquirir (em livro ou revista) informação sobre o cultivo e tratamento, nomeadamente:
      (preparação dos terrenos – basta “lavrar”??; cultivo – é necessário “sachar??”; apanha – é “ceifado”??; pode ser “enfardado” em fardos rectangulares, como a palha para animais?; os terrenos ficam com sementes que poderão trazer problemas legais após a apanha?; se a apanha não for efectuada quais as consequências?)
      como se efectua a encomenda das sementes? Qual o seu custo actual? qual o prazo de entrega? Onde serão levantadas?
      relativamente à transformação, onde existe informação sobre os processos de tranformação, informação sobre máquinas, de modo a determinar custos de investimento?

      Obrigado

    36. joao manuel

      li com atencao os varios depoementos e sugestoes vivo em angola e gostava de saber se ja existe alguma literatura
      em relacao e a diferensa do canhamo e a liamba (cannabis)
      pois todo mundo que tem plantado mesmo as sementes que vem
      na mistura dos canarios vai de cana gostava que fossem mais
      explecidos e onde podemos adquerir literatura sobre o assunto

    37. pedro

      o cânhamo é, em última análise, mau para muita gente. a começar pelas farmacêuticas. coitados dos senhores iam deixar de vender tantos antidepressivos, remédios para a asma e outros como inibidores de náuseas nos tratamentos de quimioterapia.
      depois as gasolineiras. dizem que o cânhamo pode produzir mais energia mais barata que o próprio petróleo. aí os senhores da exxon, da bp e companhia limitada íam ficar pobrezinhos, coitadinhos.
      depois os petroquímicos, as indústrias do papel e celulose, a malta do algodão e essa cambada toda que ia deixar de trocar de mercedes todos os anos à conta de poluir o ar e os rios do nosso planeta. o cânhamo, só para dar um exemplo, necessita menos agentes branqueadores na produção de celulose e pasta de papel do que o eucalipto, por ex.
      last but not least, os traficantes de droga (neste caso cannabis) iam deixar de ter 500% de lucro não declarado nas finaças e milhões e milhões de euros ficariam cá para talvez… pagar aos funcionários públicos, quem sabe?
      portanto não plantem cânhamo, não legalizem a cannabis(com thc) e deixem os coitados dos senhores continuarem a encher os bolsos. eles agradecem.

      um abraço
      pedro

    38. Miguel Andrade

      olá
      poderiam por favor dizer-me onde posso comprar fibra de canhamo
      muito obrigado

    39. pedro dias

      Boas

      Alguém me sabe informar quais os canais de escoamento para esta planta? Existe alguma indústria transformadora em Portugal? Existe alguma indústria transformadora em Espanha que compre Cânhamo made in Portugal? Será que quem pensar em produzir tem de pensar em transformar?

    40. José Rui Fernandes

      Eu não sei, mas é o mais certo. Também desconheço se as “legalidades” já estão resolvidas e se o cultivo é permitido.

    41. LUCILIA

      Olá!

      QUERO PLANTAR CÂNHAMO NO RIBATEJO!

      Por onde começo?

      Onde está a empresa cânhamo de porugal?

      Se já não existe ,quem nos apoia?

    42. manuel josé duarte

      Meus caros, boa noite, quero dar-vos conhecimento que está onelin a petição sobre a “produção nacional do cânhamo industrial”. Divulguem e assinem. Não se esqueçam de validar no vosso e-mail. Os solos, o ambiente e a Mãe Natureza agradecem. A finalidade da petição é alterar as consciências, criar um grande movimento público nacional de opinião e de pressão contra os lobbys e interesses instalados, e alterar a desertificação do interior e das terras, criar emprego e mobilizar as diversas áreas da ecónomia nacional. O CÂNHAMO é uma planta, por, excelência. Sobre livros temos: “As últimas horas da antiga Luz do Sol”; “Manifesto do Cânhamo”; “O Rei vai nu”; “O Pão dos Deuses”, por exemplo. Existem também muitos grupos/associações de jovens “rurais”/biológicos; feiras semanais de venda de produtos bio. Realizam-se já feiras anuais alternativas. Há Micró-Empresas Portugusas destas áreas alternativas. Estou certo que todos, juntos, conseguiremos alterar o curso selvatico e suicida da nossa Terra e por conseguinte do Planeta. Creio que tenhamos de fazer um 1º encontro sobre o CÂNHAMO (sem THC). Arregacemos as mangas. Um forte abraço caloroso. Bem hajam!!!

    43. manuel josé duarte

      para eventuais contactos: manueljsduarte@hotmail.com
      Vamos criar um grande movimento de opinião!!!

    44. manuel josé duarte

      http://www.peticaopublica.com/PeticaoListaSignatarios.aspx?pi=PNCI2011
      E não se esqueçam de validar no vosso e-mail!!!
      Bem hajam.

    45. goncalo

      eu sinceramente ja desisti de fazer seja o que for neste pais o problema nem e o governo sao os portugueses, tem uma mentalidade completamente atrofiada e nao sao capazes de fazer seja o que for. a unica coisa que os portugueses sabem fazer e trabalhar para um patrao tipo burro com pala nos olhos, nao sao capazes de ter um pesnamento empreendedor deve ser por causa de termos sempre governos opressores que so esmagam e axficiam a economia e as pessoas em prol de uma elite corrupta e nojenta, mas se o ze povinho nao se mexe e nao forca governo a dar nos algum poder para podermos sobreviver, eles ate isso vos vao tirar e fazer vos rastejar, mas esta e a realidade, voces falam falam mas no fim nao vao fazer nada, arranjam desculpas p tudo e mais alguma coisa para nao se mexerem, os portugueses sao os perfeitos funcionarios publicos, perfeitos escravos querem um emprego, e um salario, tudo o resto e abstracto nem percebem mais nada, uma mentalidade escravos perfeita p o que esta a contecer, sermos colonizados e roubados. triste… muito triste deve ser karma, karma que nao vou poder partilhar com voces. se alguem quiser fazer uma empresa comigo neste sector fica aqui o meu email. revolution_gonzo@hotmail.com

    Os comentários estão fechados.